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Democracia

Portugal é Lisboa e o resto é paisagem

Também na Assembleia, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Ou melhor, Lisboa e Porto.

Para 10 811 436 eleitores, Portugal tem 230 deputados. Há deputados a mais, queixa-se o povo. E tem razão. Se é para representar só Lisboa e o Porto, tanto fazem 10 como 20.

A música de hoje: o hino da Europa e da Fraternidade

O Hino da Alegria, ou Ode à Alegria (original alemão “Ode an die Freude”), é o nome do poema escrito por Friedrich Schiller, em 1785, e cantado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Ludwig van Beethoven, composta em 1823.

Esta melodia foi a escolhida, em 1972, para ser o hino do Conselho da Europa e, mais tarde, em 1985, foi adotado para simbolizar a UE, uma vez que exalta ideais europeus como a liberdade, a paz e a solidariedade.

A Europa entre extremos de uma corda bamba... e sem rede

A Europa está entre extremos de uma corda bamba...  sem rede , e com olhos postos na Venezuela.
 
A um Brexit aos trambulhões, junta-se a Venezuela, num cenário que, a espaços, tem mesmo recordado o clima vivenciado durante a guerra fria. Foi entre este clima internacional conturbado que lá se viu passar mais um 1º de maio, entre extremismos ideológicos idiotas, ou simplesmente eleitoralistas, e até de alguns fanatismos ou ânsia de protagonismo.
 

Évora: encerramento das escolas a seguir às eleições é um "desperdício"

Como aproveitar o dia seguinte de uma Assembleia de Voto e transformá-lo num dia de cidadania de grande significado para a comunidade escolar? É uma das questões levantadas na proposta subscrita por 4 dezenas de cidadãos de Évora, entre académicos, juristas, professores e artistas, e que foi já enviada à autarquia, para que se aproveite o dia após os atos eleitorais para explicar aos estudante o significado da democracia.

Mas “ele não” porquê?

Desta vez, o Brasil é foco e não é pelos golos e fintas do Ronaldinho ou pelo Carnaval do Rio. Os olhos do mundo – passadas três semanas da primeira volta – voltam a estar postos no “país irmão“ porque a escolha do Brasil, com uma polarização do eleitorado nunca antes vista, vai recair num de dois nomes: Jair Bolsonaro (PSL -) ou Fernando Haddad (PT – Partido Trabalhista).

À hora que escrevo o Brasil estará já em reflexão para escolher quem o liderará nos próximos anos. À hora que está a ler este editorial, o Brasil já vota para escolher o próximo Presidente.

A hipocrisia no mundo da política

Hoje todos expressamos as nossas doutas opiniões no universo das redes sociais, a propósito de temas do quotidiano. As reflexões sobre a realidade, próxima ou distante, inspiram-nos a dar conta do que pensamos, através das palavras e das imagens. Essa crescente “democratização”, como em tudo na vida, tem um lado positivo e um lado perverso. Nem sempre os comentários são baseados em factos ou notícias reais e surgem frequentemente relatos de episódios que, em muitos casos, nunca tiveram lugar.

Ainda podemos acreditar nos políticos?

É com cada vez maior incredulidade que vamos assistindo aos polémicos acontecimentos na vida política nacional. Todos os dias, nos meios de comunicação e nas redes sociais, somos confrontados com suspeitas de fraude e de corrupção que recaem sobre indivíduos que desempenharam, ou desempenham cargos públicos. 

Da direita à esquerda, sucedem-se as denúncias sobre moradas falsas, peculatos, tráfico de influências e utilização indevida de dinheiros públicos, numa proporção que se torna verdadeiramente assustadora.

O futuro da Europa está a passar por aqui!

Como todos os anos, mais uma vez voltei a descer a Avenida da Liberdade, sempre na melhor das companhias.

Viver Abril continua a ser a celebração das liberdades, liberdades que cada vez mais prezo. Foi por isto que sempre me vinculei a combates onde os fundamentos permanecem para além da relativização das ações.

Hoje, viver Abril é manter vivos ideais em que nunca deixei de acreditar. Onde todas as lutas têm vitórias e reveses, em que a subversão dos pensamentos continua a ser imprescindível, marcando objetivos.

Quanto vale a Liberdade?

Há 44 anos Portugal via terminar a mais longa ditadura europeia e que durara 48 anos.

No dia de hoje, em 1974, o Movimento das Forças Armadas (MFA) – composto na sua maioria por capitães com participação na Guerra Colonial, com o apoio de muitos outros soldados milicianos – dá, finalmente início aos anseios do povo e põe em curso a revolução que preparava há uns anos.

HUMBERTO DELGADO: MANTÊ-LO VIVO TODOS OS DIAS

A vida do General Humberto Delgado, o “General sem medo” deixou um legado de coragem na luta anti-fascista e pelos valores da Liberdade e da Democracia. Acabou por ser assassinado por enfrentar a ditadura salazarista, mas, “Pronto a morrer pela Liberdade!”, o General sempre soube o quanto a sua luta lhe podia custar, ainda assim deu o exemplo e disse também que, na luta pela Liberdade “não nos podem prender a todos”.

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