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Democracia

Liberdade, Independência, República e Educação

Hoje é 5 de outubro. Mais um. Podia este ser um dia qualquer, mas não é, e este ano, sendo o dia de reflexão que antecede mais um ato democrático, toma ainda mais relevo. E não fossem dois acontecimentos que hoje se celebram e podíamos nem ser país, nem viver em República.

A democracia portuguesa cresceu

Portugal será talvez o único país da Europa que mantém os mesmos partidos com representação parlamentar há 45 anos. Deixemos passar a exceção do Bloco de Esquerda, que ganhou representação ao juntar forças que vinham do período pós-revolução, e do PAN, que, por enquanto, se insere no grupo dos que ao longo destes 45 anos têm tentado, sempre sem sucesso duradouro, ganhar voz. Uns dirão que mostra estabilidade. Eu acredito que tenha mais a ver com estagnação e imobilismo. Os portugueses são tendencialmente avessos à mudança, e isso prejudica-nos. A Europa arrisca, comete erros, mas evolui.

Portugal é Lisboa e o resto é paisagem

Também na Assembleia, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Ou melhor, Lisboa e Porto.

Para 10 811 436 eleitores, Portugal tem 230 deputados. Há deputados a mais, queixa-se o povo. E tem razão. Se é para representar só Lisboa e o Porto, tanto fazem 10 como 20.

A música de hoje: o hino da Europa e da Fraternidade

O Hino da Alegria, ou Ode à Alegria (original alemão “Ode an die Freude”), é o nome do poema escrito por Friedrich Schiller, em 1785, e cantado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Ludwig van Beethoven, composta em 1823.

Esta melodia foi a escolhida, em 1972, para ser o hino do Conselho da Europa e, mais tarde, em 1985, foi adotado para simbolizar a UE, uma vez que exalta ideais europeus como a liberdade, a paz e a solidariedade.

A Europa entre extremos de uma corda bamba... e sem rede

A Europa está entre extremos de uma corda bamba...  sem rede , e com olhos postos na Venezuela.
 
A um Brexit aos trambulhões, junta-se a Venezuela, num cenário que, a espaços, tem mesmo recordado o clima vivenciado durante a guerra fria. Foi entre este clima internacional conturbado que lá se viu passar mais um 1º de maio, entre extremismos ideológicos idiotas, ou simplesmente eleitoralistas, e até de alguns fanatismos ou ânsia de protagonismo.
 

Évora: encerramento das escolas a seguir às eleições é um "desperdício"

Como aproveitar o dia seguinte de uma Assembleia de Voto e transformá-lo num dia de cidadania de grande significado para a comunidade escolar? É uma das questões levantadas na proposta subscrita por 4 dezenas de cidadãos de Évora, entre académicos, juristas, professores e artistas, e que foi já enviada à autarquia, para que se aproveite o dia após os atos eleitorais para explicar aos estudante o significado da democracia.

Mas “ele não” porquê?

Desta vez, o Brasil é foco e não é pelos golos e fintas do Ronaldinho ou pelo Carnaval do Rio. Os olhos do mundo – passadas três semanas da primeira volta – voltam a estar postos no “país irmão“ porque a escolha do Brasil, com uma polarização do eleitorado nunca antes vista, vai recair num de dois nomes: Jair Bolsonaro (PSL -) ou Fernando Haddad (PT – Partido Trabalhista).

À hora que escrevo o Brasil estará já em reflexão para escolher quem o liderará nos próximos anos. À hora que está a ler este editorial, o Brasil já vota para escolher o próximo Presidente.

A hipocrisia no mundo da política

Hoje todos expressamos as nossas doutas opiniões no universo das redes sociais, a propósito de temas do quotidiano. As reflexões sobre a realidade, próxima ou distante, inspiram-nos a dar conta do que pensamos, através das palavras e das imagens. Essa crescente “democratização”, como em tudo na vida, tem um lado positivo e um lado perverso. Nem sempre os comentários são baseados em factos ou notícias reais e surgem frequentemente relatos de episódios que, em muitos casos, nunca tiveram lugar.

Ainda podemos acreditar nos políticos?

É com cada vez maior incredulidade que vamos assistindo aos polémicos acontecimentos na vida política nacional. Todos os dias, nos meios de comunicação e nas redes sociais, somos confrontados com suspeitas de fraude e de corrupção que recaem sobre indivíduos que desempenharam, ou desempenham cargos públicos. 

Da direita à esquerda, sucedem-se as denúncias sobre moradas falsas, peculatos, tráfico de influências e utilização indevida de dinheiros públicos, numa proporção que se torna verdadeiramente assustadora.

O futuro da Europa está a passar por aqui!

Como todos os anos, mais uma vez voltei a descer a Avenida da Liberdade, sempre na melhor das companhias.

Viver Abril continua a ser a celebração das liberdades, liberdades que cada vez mais prezo. Foi por isto que sempre me vinculei a combates onde os fundamentos permanecem para além da relativização das ações.

Hoje, viver Abril é manter vivos ideais em que nunca deixei de acreditar. Onde todas as lutas têm vitórias e reveses, em que a subversão dos pensamentos continua a ser imprescindível, marcando objetivos.

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