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Catalunha

E agora Catalunha?

A escalada de violência em Barcelona aumenta a olhos vistos. Todos os dias aumenta o número de detenções e de feridos nas manifestações de origem pacífica pela libertação dos políticos detidos aquando do referendo independentista.

Toda a revolta contida desde a detenção dos políticos independentistas acabou por rebentar com a decisão do supremo tribunal de aplicar penas pesadíssimas a estes protagonistas pela independência da Catalunha.

PRIMAVERA DOS POVOS XXI

Estamos no rescaldo das eleições de 21 de Dezembro, organizadas por Espanha numa Catalunha que há algumas semanas se declarou independente, o que não deixa de ser um contrassenso, visto que, ao participar no sufrágio, os independentistas reconheceram automaticamente como legítimas, umas eleições promovidas e levadas a cabo por um país estrangeiro.

HÁ CATALUNHA NO ALENTEJO

Foi inaugurada no sábado, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, a exposição de fotografia “Ascendência Catalã - Contributo positivo de uma migração”.

A exposição da fotógrafa e videasta Maria do Carmo Duque aborda a imigração e a presença social e económica Catalã, no Alentejo, essencialmente na vila de Azaruja, onde os migrantes se instalaram, em meados do século XIX, trazendo conhecimento da indústria corticeira e que transformou a região de Azaruja numa zona agro – industrial, com uma dinâmica socioeconómica muito própria.

CATALUNHA INDEPENDENTE? ATÉ QUANDO?

Esta será a semana decisiva no futuro da Catalunha. Será o culminar de um processo bastante mal gerido em que ambas as partes envolvidas têm culpas no cartório.

Da parte dos independentistas, com o constante apelar ao uso da força e a fuga à negociação, numa tentativa, até ver bem conseguida, de forçar Madrid a aplicar o artigo 155 da Constituição Espanhola que suspenderá a autonomia do País.

DA QUESTÃO DA CATALUNHA AO TABU DA UNIÃO IBÉRICA

Tem-se ultimamente dado conta com mais clarividência das intenções, cada vez mais intensificadas, de auto-determinação do povo catalão. A questão não é, nem de perto nem de longe, uma coisa recente, e não se afigura nos dias que correm, como algo passageiro, é sempre um tema que adormece e ressurge de tempos a tempos.

ELEIÇÕES, REFERENDOS, PODER E A PERVERSIDADE DA DEMOCRACIA

Num curto espaço de tempo o mundo começa a ver ruir alguns princípios da Democracia que deixam cada vez mais evidente que é – como disse Camus em 1948 – não o melhor dos regimes, mas o menos mau.