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Arte

As pupilas da senhora Coruja

A senhora Coruja era professora numa escola do meio da floresta. Era uma senhora professora de um tempo em que as escolas e a educação era muito diferente daquilo que é hoje. Um tempo passado que já não existe e não voltará. A evolução da realidade criou barreiras que levam a que esse tempo não regresse nos mesmos moldes. Nem os manuais de ensino existem como existiram, na disposição dos conteúdos e nas mensagens transmitidas em palimpsesto.

Na aldeia, a professora era a figura mais respeitada. Ela e o médico, mas nesta aldeia o médico não existia. Só na vila mais próxima.

Ruas de Arraiolos estão cheias de poesia

Poemas e frases da autoria de Sérgio Godinho, The Legendary Tigerman, Valter Hugo Mãe, Ivo Canelas, Pedro Abrunhosa, Rita Redshoes, Afonso Cruz, Samuel Úria, Márcia, Katia Guerreiro, Joana Espadinha, José Eduardo Agualusa, entre outros nomes, deram cara ao projeto MANIFESTO e estão expostos nas ruas da pitoresca vila alentejana.

A iniciativa “Manifesto” vai prolongar-se até de 30 de setembro e é um projeto do “Departamento” -  criadores do Poster Mostra - e da “E-Panther”. 

O achigã

O achigã nunca nadava de noite, só de manhã. O achigã quando se vestia, sempre fazia pandan. Nos dias que estava doente, chorava pela mamã, nos dias que estava de boa saúde ou feliz, comprava um talismã.

Era um peixe diferente, um ser social que conhecia muita gente. Na barragem onde vivia, não lhe importava o frio ou quente. Era um achigã paciente que esperava só comer uma refeição decente.

Ativista e artista chinês Ai Weiwei planeia homenagem a Gorbachev a partir do Alentejo

É considerado pela crítica “um dos artistas mais interventivos e criativos da contemporaneidade” e transformou a sua arte num grito de ativismo, sendo também um dos rostos mais conhecidos na oposição ao regime comunista de Xi Jinping, o obrigou ao exílio.

Falamos do mundialmente famoso artista chinês Ali Weiwei que, depois do exílio na Alemanha e Grã-Bretanha, decidiu ficar a viver em Portugal, no concelho de Montemor-o-Novo, no Alentejo.

À Reuters, Weiwei revelou o seu amor pelo nosso país e a sua intenção de (...) “ficar aqui por muito tempo se nada acontecer.”

Alfaiate

Anselmo era alfaiate. Tinha essa profissão há muitos anos. Quase tantos quantos tinha. Habituado a ser profissional, fazia do tecido existente um modelo novo. Eram peças de roupa novas e modernas que saiam do seu ateliê.

Neste mundo de Anselmo, o tecido era sempre de boa qualidade. Não tinha uma oficina fixa. Andava quase como que um alfaiate ambulante, ao domicílio. Era lá, nas casas, que fazia os modelos fantásticos.

3 milhões para recuperar a Sé de Portalegre com obras de recuperação

A Sé de Portalegre irá sofrer obras de reabilitação no valor total de mais de 3 milhões de euros.

Serão reabilitados o imóvel edificado e as imagens e retábulos – os dos altares são compostos por quase uma centena de pinturas, conjunto singular do estilo maneirista em Portugal dos séculos XVI-XVII – além dos claustros e espaços anexos, num projeto dos arquitetos Rui Barreiras Duarte e Ana Paula Pinheiro.

José Régio eternizado na Praça da República em Portalegre

A Câmara de Portalegre promoveu a colocação de uma escultura não realista alusiva a José Régio, na Praça da República.

A obra de arte é da autoria da escultora alentejana Maria Leal da Costa e do espanhol José Luís Hinchado Morales, e pretende evocar o cinquentenário da morte do escritor José Régio.

Inaugurada a 22 de dezembro, dia em que passaram 51 anos após a “morte” do escritor, Régio ficará agora eternizado, entre a sua Casa e o Liceu, num espaço emblemático da cidade alentejana onde viveu.

A ovelha que falava línguas

Há muitos, muitos, mas mesmo muitos anos, viveu uma ovelha nas serranias do Caldeirão, ainda no concelho de Almodôvar.

A coletora de segredos

Respinga era um ser que, como o seu nome diz, não parava sossegada.

Respinga acordava por volta das cinco e meia da manhã e adormecia às 11:30 ou 23:30. Praticamente, nunca dormia. Respinga era uma pulga! Isso mesmo que ouviu, ou leu, Respinga, pulga de nascença, é a nossa personagem desta semana.

Nascida nas ovas das pernas, fruto de outra pulga, por acaso de uma ovelha, Respinga desde cedo se começou a diferenciar de todas as restantes irmãs.

O último voo da poupa

A poupa poupava muito dinheiro em viajar de autocarro. Mesmo em longas distâncias, preferia o transporte mais barato. Não tinha nada a ver com o seu nome, embora, claro, se é poupa, poupa.

Tinha mesmo de poupar esta poupa pois tinha um ninho cheio de ovos e uma prole tão mais numerosa quanto o número de ovos que tinha no ninho.

Embora poupada, havia sempre despesas que levavam a que a pobre gastasse dinheiro. Não me vou referir à forma escatológica como construíra o seu ninho.

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