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Opinião

Autosabotagem

Desconsidero qualquer tipo de saudação para esta redação, pois não cumprimento quem não é correto e já saiu de mim há muito tempo; e também porque é particularmente difícil para mim escrevê-la, e ainda tive de consumir uns sete cigarros antes de me iniciar. Aviso, desde já, para teres cuidado sempre que lês as minhas palavras, porque estás a vestir a minha alma sufocada, mórbida; espero que saibas como utilizar tal vestimenta. Eu dispo-me para todos vós sempre que escrevo. Decomponho-me sempre que vos escrevo. Suplico um enorme respeito, porque já sei que se o pedir não mo vão dar.

Outubro

Eloísa já não era a mesma. Carregava dentro de si e vivia o amor de Pablo! A vida que nela crescia não lhe tinha sido forçada. Era o fruto do amor entre os dois.

Sabia que Pablo era o homem mais carinhoso e que nada além dele a poderia satisfazer mais, a todos os níveis. O que lhe tinha acontecido durante o mês de setembro tinha mudado tudo. Talvez fosse a mudança de estação, talvez o desequilíbrio hormonal da gravidez.

Acabou o medo e a ignorância, somos orgulhosamente Portugal

“Quis saber quem sou, o que faço aqui!” dois versos simples - que expressam duas dúvidas de sempre, de toda a Humanidade - e que deram início à revolução de Abril.

Foi a música escrita por José Calvário, cantada por Paulo de Carvalho, que serviu de primeira senha à revolução.

Hoje, 46 anos depois, Portugal já não é orgulhosamente só; é como a sua génese humanista sempre o ditou: um país de diáspora, que se integra sem problemas e que recebe de braços abertos.

Neurociência e Psicologia

A Neurociência é uma ciência de carácter interdisciplinar cujo objetivo é estudar o Sistema Nervoso e compreender as bases biológicas dos comportamentos. Quando a Neurociência se reúne à Psicologia, forma-se a Neuropsicologia. Esta área científica permite conhecer as relações entre o funcionamento do Sistema Nervoso, as funções cognitivas, como é o caso da nossa memória, e o comportamento.

A festa da Liberdade, sempre

Só amanhã é dia 25 de Abril, aquele dia que até 1974 era só mais um e que - farão amanhã 46 anos – se tornou um símbolo da Liberdade após a revolução popular e militar.

A revolução dos Cravos – que teve no alentejano Salgueiro Maia uma peça fulcral - trouxe uma maior abertura de mentes e do país enquanto um todo.

E se em causa estiverem os seus direitos? A sua Liberdade?

Está a pandemia a ameaçar a democracia?

Diz Francisco Teixeira “Que a biopolítica, o controlo das nossas condições de vida biológica e ação, se transforme em totalitarismo biopolítico, é um risco que temos de combater, uma guerra cultural que está já entre nós, essa sim, intencional e ideologicamente dirigida, e que os democratas-liberais têm que vencer”.

Economia, Saúde, Segurança, Direitos, Liberdades….

A Vida É Bela 2.0

A vida é Bela é o título que a Susana Pedro propôs para esta nova rubrica que agora partilhamos no espaço da Tribuna. Concordei de imediato e senti-me instantaneamente teletransportado para um dos filmes que mais me marcaram na vida.

E em simultâneo viajei para uma das minhas primeiras aventuras em contexto laboral, quando ouvia o benevolente Sr. Laranjeira, bem lá do alto da extraordinária sabedoria que os anos lhe permitiram acumular, declamando diariamente a sua eterna máxima:

- “A vida é Bela… a gente é que dá cabo dela…”

Regresso ao Futuro

Falta cerca de uma semana para o início de um lento e gradual regresso. Não sabemos como será este regresso, nem para aonde. Sabemos que não será um regresso ao passado, porque o passado como o conhecíamos já não existe, e possivelmente ainda bem. Sabemos que não será um regresso à normalidade, como tem sido vendido, porque o que chamávamos de normal desapareceu. Não sabemos como será o novo normal. As crises são momentos de mudança. Mudarmos para melhor ou para pior já depende de nós. E este vírus mudou o mundo inteiro, de uma só vez.

As comemorações do 25 de Abril em confinamento e os riscos para a Democracia

«Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. » Alexandre Herculano

Crónica dos dias cinzentos

Os dias são grisalhos. Chove, como há muito não se via pelo Alentejo.

Lá dizem os mais desconfiados: Foi preciso aparecer o mal, para o tempo se recompor!

As ribeiras correm, por entre os olivais, desaguando lá longe, no Guadiana. O cheiro a esteva e a rosmaninho perfuma agora os campos, com aromas que parecem mais intensos.As ruas de Vila Viçosa estão desertas. O ruído do quotidiano desapareceu e levou consigo os sorrisos e as gargalhadas… Talvez alguma esperança também se tenha perdido.

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