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Opinião

Chão frio

Chão frio. Cabeça pesada. Alma cheia.

Mãos dormentes. Olhos tristes. Alma depressiva.

Espelho sujo. Canção aborrecida. Alma aflita.

Tempo zangado. Madrugadas infinitas. Alma doente.

Ainda bem que chegaste. Ansiava a tua visita. Deixa-me aclarar-te a mente: o fumo é verdadeiro. Nada dura para sempre. Vamos fugir. Correr até nos cansarmos. Dançarmos até morrermos. Chorar até doer.

Loiro (O papagaio vaidoso)

Num tempo não muito distante, vivia numa cidade perto do céu um papagaio loiro de bico doirado. Naquele lugar, tão estranho na forma, as casas eram feitas de árvores e todos os animais viviam nelas. Uns, debaixo das raízes em covas profundas... aqueles de classes mais baixas. Outros vivendo em tocas nos troncos das árvores e a grande maioria nos ramos, nas folhas, nas flores... era uma cidade de habitat sustentável.

Cuidado, camarada!

Este fim de semana decorre a Festa do Avante. No entanto, este ano a Festa do Avante está no centro da polémica em Portugal. Esta tradicional festa popular que é organizada anualmente pelo Partido Comunista Português arrancou num contexto particular, devido à pandemia de coronavírus, e tem sido marcada pelas críticas por uma boa parte da opinião pública, que condena a organização do evento e acusa a Direção Geral de Saúde e o governo de cederem ao PCP.

O Rei

Há muitos anos, muitos anos mesmo, quando o mundo não conhecia repúblicas e as democracias já tinham acabado pois a história de hoje já aconteceu um bocado além da antiga Grécia.

O que vos relato aconteceu na Idade Média e é uma crónica fiel dos acontecimentos. Para melhor se compreender a história, vejamos as coisas desta forma:

 

Ingredientes:

1 pavão real;

3 águias de Bonelli;

4 faisões;

1 hamster;

1 catatua;

3 ratos;

5 casas de campónios;

1 palácio real;

1 tesoura de cortar asas;

Saudade da esperança

Se a saudade chorasse, viveria num oceano profundo; se eu desse autorização ao meu corpo, ele cairia  berrando o teu nome constantemente; se pousasse o meu corpo no oceano, ele boiaria sem pensar.

Hoje, continuo a dançar com a tua sombra nesta cidade velha e gasta; cada memória, cada lembrança, queima-me profundamente. 

O meu coração continua a despedaçar esperança, as minhas mãos tremem sem as tuas por perto, e estas quatro paredes questionam-me: “será que ele pensa em ti como pensas nele?”. Aviso-as para terem cuidado, que já tiveram demolidas anteriormente. 

Saliva (O bicho da seda)

Saliva nasceu na boca do rio. Perto das mais férteis planícies da China, Saliva aproveitava os dias da sua idade adulta trabalhando como tantos outros da sua espécie.

Este ano não há Capuchos!

Todos os anos, ao aproximar-se o fim do mês de Agosto, a alma dos Calipolenses enchem-se de júbilo e de ansiedade. As tão esperadas Festas dos Capuchos estão a chegar e Vila Viçosa aguarda, desejosa e em êxtase, o avizinhar desses dias memoráveis do início de Setembro, onde o sagrado e o profano se unem, de forma indelével.

(Des)Ventura

Por Leonor de Matos Pereira

André Ventura tem vindo a declarar que, em setembro, estará por Évora, numa marcha contra o antirracismo.

Ora, começando por aqui, coloca-se uma questão inicial: o que é uma marcha contra o antirracismo? Não deveríamos chamar as coisas pelos seus nomes? Uma marcha contra o antirracismo é uma marcha a favor do racismo, uma dupla negação é, logicamente, uma afirmação.

A pandemia Covid19, uma Sociedade em falência e uma Educação à deriva

"A escola é o balão de ensaio das sociedades" - Susana Damasceno

Se a minha visão da actual Escola enquanto espaço pedagógico, educativo, relacional e de aquisição de conhecimentos se encontrava num modo demasiado redutor, a pandemia Covid19 fez, no meu entender pôr a nu ainda mais essas fragilidades, perdendo-se uma verdadeira oportunidade de empreender reformas de fundo no sistema educativo nacional.

A Escola deveria ser um espaço de acolhimento, de inclusão, de relacionamentos inter-pessoais, mas sobretudo um espaço de aprendizagem e conhecimento.

Moçambique não é menos que Timor

Aquilo a que hoje se assiste em Cabo Delgado só poderá ser comparado ao pior período da guerra civil. Desde há vários meses que a violência dos grupos armados tem vindo a subir, com fortes suspeitas de que estes se tenham juntado ao Daesh para obtenção de treino e armamento. A pegada deixada por estes grupos nos últimos meses cada vez mais se assemelha aos níveis de crueldade e asquerosidade das acções perpetuadas pela dita organização jihadista.

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