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Opinião

PATRICK MODIANO: O ÚLTIMO A SAIR DE CASA?

Patrick Modiano era um nome desconhecido para muitos quando em novembro de 2014 lhe atribuíram o Prémio Nobel da Literatura. Lamentavelmente incluía-me nesse grupo. Como sempre acontece nesses casos, a partir do galardão sucederam-se as edições e a descoberta tornou-se obrigatória. Chegou tarde, mas chegou pelo que os lamentos terminam aqui.

COSTELETINHAS DE BORREGO

O tipo era muito sossegado. Não dizia uma palavra sem pensar nos múltiplos sentidos que essa mesma palavra pudesse ter e nas consequências, nos atos e nos efeitos da semântica proverbial que se acumulava nas intenções do pensamento, a meio que a fugir para uma condensação demasiado hermética das suas ideias. Tinha sempre um fato preto vestido, com uma gravata também preta. Tinha óculos, envergava, no inverno, uma capa escura e usava um chapéus e os óculos eram escuros. Era, resumindo, uma figura meio estranha do panorama da intelectualidade da vila onde vivia.

ALENTEJO SOFRE COM CORTES NA SAÚDE

A norma de execução orçamental publicada e apresentada pelo Governo esta terça-feira, dia 6 de junho, que obriga os hospitais a cortarem em pelo menos 35% nos gastos com a contratação de médicos tarefeiros externos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), vai agravar este sistema que já se encontra altamente deficitário.

E A VENEZUELA?

Mais de dez mil feridos, mais de meia centena de mortos, vídeos em que as forças de segurança roubam pertences de cidadãos, escassez de comida e prateleiras vazias nos supermercados – é este o estado de sítio em que se encontra a Venezuela. Há 60 dias que o povo Venezuelano se manifesta nas ruas frente a uma enorme repressão policial, protestando contra o estado em que o País se encontra e contra a reforma que Nicolás Maduro quer fazer para reforçar os seus poderes políticos no País.

DESACORDO CLIMÁTICO

São inúmeros os modos insidiosos de manifestação de arrogância sobre a problemática das alterações climáticas. O mais recente prende-se com a decisão anunciada por Donald Trump que visa a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

Todavia, a retirada dos EUA do Acordo de Paris pode marcar uma nova era na agenda ambiental do planeta, a meu ver bem mais promissora.

NÃO, NÃO É SÓ MAIS UM...

NO passado Sábado, Londres voltou a sofrer um atentado, desta feita em vários pontos turísticos da cidade em que as pessoas se tinham reunido para assistir à Final da Liga dos Campeões.

Rapidamente as redes sociais se encheram de posts e comentários a afirmar que era “mais um”, como se algo de normal se tratasse.

Não, não pode ser mais um. Não podemos começar a deixar que estes atentados se transformem em normalidade.

OS FILMES DE NATHANIEL DORSKY

Stills

Que filmes estes, e vimos apenas três sabendo desde logo da grande probabilidade de não voltar a ver mais nenhum.

Uma primeira pergunta logo que os começamos a ver: de onde estamos a olhar? – Ou então: para onde fomos levados? Para o topo de uma montanha. Não! Para um espaço intermédio, entre fronteiras apenas pressentidas.

SAPATOS

Uma tinha uns sapatos meio esquisitos calçados, cada um em seu pé trocado. Outro tinha umas botas de cabedal, aspeto usado, meio gasto, meio cansado. Outro tinha botas de trabalho, cimentadas, com um ar de biqueira de aço.

Nisto, as minhas sapatilhas, azuis com cordões alaranjados, passavam meio, e talvez não, despercebidas. Pois, eu bem as olhava e pensava cá para mim que a escolha podia ter sido menos irreverente. No fundo, pensava mas discordava. A escolha tinha sido consciente e até estava contente.

DEITADOS NAS DUNAS, ALHEIOS A TUDO

O tema Dunas, dos GNR, acompanhou a minha adolescência intensificando, com os seus acordes, os volúveis e exacerbados sentimentos envolvidos nos amores e desamores característicos desta fase da vida.

Trauteei também, com alguma frequência (demasiada confesso), os versos biombos indiscretos de alcatrão sujos rasgados por cactos e hortelãs… Fazia-o sempre que constatava, a cada regresso a casa, que tinha o biquíni, a toalha de praia ou os pés sujos de pegajoso e nauseabundo alcatrão.

TRABALHAR PARA CONSEGUIR ARRENDAR

Esteve esta semana em discussão a revisão do regime do alojamento local. Fala-se na necessidade de ouvir os outros condóminos, de dar mais espaço aos proprietários de habitações em zonas históricas, entre outras alterações.

Não menosprezando a importância da discussão deste tema, creio que, no que ao arrendamento habitacional diz respeito, a urgência é maior, face às dificuldades que os inquilinos atravessam e os futuros inquilinos se preparam para atravessar.

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