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Opinião

A utopia verde

Aquilo que distingue essencialmente as utopias das distopias é o ideário de perfeição e de um universo superior que, muitas das vezes, não está ao alcance do comum dos mortais. Hoje é perfeitamente claro o cenário de imprevisibilidade em torno das alterações climáticas e do próprio futuro do nosso planeta e da nossa espécie. A utopia verde pode ser por isso a de Greta Thunberg, de Al Gore e de todos aqueles que têm insistido na necessidade de colocar a agenda verde, sem recuos, no tabuleiro da ação política.

A derrota da Humanidade no referendo irlandês

Quatro anos e mais qualquer coisa depois do referendo ao casamento homossexual na Irlanda, com vitória do Sim, e de uma certa derrota para a espécie humana alvitrada nas galerias ocultas do Vaticano

(expressivamente: as não frequentadas pelo Papa F.) …

Jornada dupla na Aventura R4 Alentejo

Texto: Victor Lamberto[i]   |   Fotografias: Victor Lamberto

 

Abril abriu, com uma jornada dupla, a temporada de 2019 dos "Eat-inerários Slow @ Alentejo", que deverá levar muitos aventureiros a (re)descobrir mais um pouco de um Alentejo (e “Além-Tejo”) diferente , genuíno e menos conhecido…

A grave situação dos Bombeiros de Mourão

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mourão está numa grave situação financeira.

Em visita recente à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mourão foi dada a conhecer a situação financeira crítica com que vive esta instituição.

Foi relatado que se encontram perante uma situação dramática, que se vai complicando a cada dia que passa, sem que se vislumbre uma solução para se poder salvar esta corporação de bombeiros.

Manigâncias

A porta tinha sido aberta há pouco tempo. Aberta não. Tinha sido arrombada e só pouco tempo depois os donos da loja deram por isso. O furto tinha sido enorme e tinha dado imenso prejuízo.

A dona da loja vertia lágrimas como quem abre a comporta de uma barragem hidroelétrica.

Quando iriam recuperar tudo aquilo? Nem seguro tinham feito e não havia agora nada que pudessem fazer para tentar recuperar alguma coisa.

Os ladrões estavam identificados. Tinham sido aqueles malandros que andavam a fazer manigâncias ali e nas aldeias vizinhas.

Pela arte do desencanto, i.e., pelo desencanto na arte.

Observar o mundo, a multitude de formas de uma multitude de formas, é estranhamente o exercício mais simples. Tão simples que magoa ter começar assim. Como tem de começar.

Processo centrípeto em torno de um motor de explosão autodefinido como racional, como tal, necessita devolução. É quando as coisas se começam a tornar interessantes. Enfim, quase sempre, pode-se viver escondido ou usar uma máscara – e esses não importam.

A campanha

No exato dia em que se iniciou a campanha para as Europeias, Olinda Serpentina tomou uma decisão. Era importante participar ativamente na campanha para as eleições de quem toda a gente falava. O seu dever cívico de mulher alentejana e comprometida com causas, diversas, independentemente da sua finalidade, desde que fossem boas e corretas, falou mais alto e gritou-lhe ao ouvido até. Olinda Serpentina tinha de participar na campanha eleitoral. Era imperativo que defendesse as ideologias que estavam em jogo. Tinha de ser mesmo. Não fazia sentido de outra maneira.

Porque o voto “ainda” é uma arma

Sabendo que nenhuma questão responde a todas as outras, o levantamento de algumas interrogações, a que tenho assistido nesta campanha eleitoral, para além de nada esclarecer, só contribuem para desinformar e lançar duvidas que, pouco ou nada, têm a ver com o momento que vivemos. Apresentando o nosso tempo grandes vulnerabilidades e, continuando a viver em sociedades marcadas pelas desigualdades, os esclarecimentos tornam-se fundamentais para o clarificar de posições.

FLORBELA – A grande Poetisa do Alentejo

Esta imagem foi captada hoje. Dezenas de turistas em frente à Estátua de Florbela Espanca, na Praça da República, em Vila Viçosa.

Infelizmente, continua a verificar-se, em muitos casos, um desconhecimento total relativamente ao facto da grande poetisa ter nascido na "Princesa do Alentejo", no longínquo ano de 1894.

A medida de todas as coisas

Expressão tantas vezes utilizada e tantas vezes não sabemos o que significa. Pois, nem nós nem o Senhor Senhorinho. Assim era seu nome e era vendedor de mercados e feiras há muitos anos. Senhor Senhorinho vendia tudo, mas tudo mesmo. Desde a mais simples peúga, ao mais complexo aparelho de televisão em HD, tudo estava à venda no atrelado do Senhor Senhorinho. Vendia de tudo e conhecia tudo. Tinha sementes... grão, feijão, trigo, aveia, cevada e até farelo. E, pior, vendia de tudo com a medida precisa, pois tinha a medida de todas as coisas.

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