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Opinião

Desconfinar o poder de acreditar

Há dois meses estávamos nas escolas. Abraçávamo-nos uns aos outros. Sentávamo-nos em círculo e as crianças poisavam a cabeça nos ombros umas das outras, enquanto pensavam em voz alta sobre a atitude do João, que mexia nas coisas dos outros sem pedir, ou da Maria, que todos os dias amuava no recreio.

A vida como sempre fora.

Fazíamos planos.

Fornos de Cal na Zona dos Mármores - Uma potencial candidatura a Património da Humanidade?

No dia 4 de Maio, procedemos a um novo levantamento relativo aos fornos de cal nos concelhos de Borba e de Vila Viçosa.

Os fornos de cal tinham uma especial relevância na vida das comunidades desta zona. Pelo menos desde a Idade Média que é conhecida a produção de cal, obtida através da liquidificação do mármore a elevadas temperaturas. O ciclo da transformação da cal consistia em calcinar o carbonato de sódio, entre 800 a 1000ºc, convertendo-o em óxido de cálcio/cal-viva e libertando o dióxido de carbono. 

Ansiedade e depressão, a terceira vaga

Será sempre difícil prever as consequências da experiência pela qual estamos a passar, dada a falta de momentos de comparação com a mesma ordem de grandeza. Parece consensual que a crise económica será pior do que a de 2008, e que teremos de contar com uma nova vaga de infeções de cada vez que aligeirarmos as medidas de confinamento a que nos submetemos. Mas há outra consequência da alteração drástica de estilo de vida a que fomos sujeitos por este vírus: o isolamento, a solidão e o medo têm consequências psicológicas profundas.

Crónicas de um médico italiano em tempos de pandemia

Há vozes que vêm do meu espelho, nestes dias incertos e incrédulos.

Sempre tive um problema com os espelhos e com o que está por trás deles. Em minha casa há um que é muito parecido comigo, quase indistinguível. Para me enganar, ele continua a imitar perfeitamente a minha aparência e os meus movimentos ao longo dos anos, embora sempre do lado oposto e com um ligeiro atraso quase imperceptível. Finjo não perceber isso, porque não quero que ele se ofenda e saia de lá de dentro.

Liberdade para a imprensa é liberdade para si

Hoje é 3 de maio. Não é um dia de celebrações sociais, nem encontrará muitas referências onde quer que seja. Mas hoje é um dia importante, não pelo dia em si, mas por tudo o que representa.

O Dia 3 de maio é Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Criado em 1993, pelas Nações Unidas com base no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Novembro

Eis que chega o mês em que a nossa história, está semi-novela mexicana, este exercício de incursão neste tipo de textos, que faço pela primeira vez e que, confesso, não é fácil encontrar acontecimentos e temas que mantenham o leitor agarrado ao continuar da história e que tenham interesse para chegar até ao fim.

Aquilo que já causei a Eloísa é confrangedor, muitas vezes dei-lhe os maiores desgostos. Tantas outras fiz com que fosse a mulher mais feliz da vida. Já lhe dei vida e já a fiz perder. Não acreditais? Na próxima semana sabereis.

O poder do Estado cada vez mais dominante

Para quem como eu prefere menos Estado, mas melhor Estado, começa a ficar assustado com o evoluir da situação. Com a crise provocada pelo COVID 19 o poder do Estado aumentou brutalmente. Se já vivíamos num Estado omnipresente e omnipotente, então a situação ainda se tornou pior.

A democracia em Estado de Emergência

Na sexta-feira, dia 24 de abril, a Associação Artística Vimaranense promoveu um debate online entre José Adelino Maltez, André Freire e Francisco Teixeira. Transmitido online, via Facebook, pode ver aqui https://business.facebook.com/asmav.pt/videos/3096458607080797/ o evento contou com a colaboração do jornal Mais Guimarães e Tribuna Alentejo.

Humor? Eu até gosto

Várias são as caracterizações feitas ao conceito de humor. “É um “tubo de escape” para muitos; uma maneira distorcida de se narrar a realidade e que serve de refúgio a uma vida mal-aproveitada”. Algumas almas assim o ditam. Porventura, tal quantidade de designações resulte de um proporcional número de questões que rodeiam o conceito, tais como: será que o humor tem limites? Ou, haverá temas intocáveis pelo humor, e deste modo, a ele censuráveis?

Alentejo, um paraíso da doçaria conventual

Este livro se não entregará a outrem que não seja pessoa desta Casa, nem por cedência,

nem por empréstimo por afectar os proveitos, da feitura de doces que nesta Casa são feitos.

Santa Clara de Évora, 26 de Outubro de 1729

Inez Maria do Rosário

Escrivã

 

Por diversas vezes temos abordado os vários domínios em que o património cultural se manifesta na nossa região.  Seguimos a nossa demanda por uma prática ancestral e que merece o devido reconhecimento – os doces conventuais.

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