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Opinião

Orson Welles - o homem das margens no meio de um filme...

Famoso pelas entradas e saídas de cena – mais pelas entradas, verdadeiros esplendores onde a militância artística (jogo de expectativas para com o espectador ideal) exercitava competências em plena consonância com um aspecto físico que remetia para os portentos da mitologia pagã –, Orson Welles era também um actor fabuloso.

Grãos de areia

Esta é a história verdadeira do homem que de decidiu contar os grãos de areia, um por um, da praia que ficava perto da casa dele. 
Zé Fagundes sempre tinha sido um homem de princípios. Sempre tinha sido obcecado por um motivo, por uma tarefa. Cada momento da sua vida era regido por uma tarefa a terminar, um obstáculo a ultrapassar, algo a fazer.

Desafio: Corrente de algarismos

Descubra qual é o número de 10 algarismos em que o 1º algarismo indica a quantidade de zeros existentes nesse número, o 2º algarismo indica o número de algarismos iguais a 1, o 3º algarismo indica o número de algarismos 2 … e assim sucessivamente até ao 10º algarismo, que indica o número de algarismos 9.

Uma possível resolução:

O 1º algarismo não poderá ser 0 pois, nesse caso, o número seria do tipo

0 x x x x x x x x x

o que corresponderia a um número de 9 algarismos e não 10 como pretendemos.

Putin: “O liberalismo tornou-se uma teoria obsoleta”

Decorreu recentemente a Cimeira do G20 de 2019 em Osaka, onde fomos presenteados com esta declaração de Putin, que defende que o liberalismo está obsoleto e com o seu propósito ultrapassado.

Não deixa de ser interessante que esta declaração venha da voz de um político que não só, nunca acreditou no liberalismo, como lidera um país onde o liberalismo nunca existiu na prática.

Todavia, Putin têm razão, e ao mesmo tempo não.

Notas sobre o cinema mudo

1 - Der Leztze Mann (1924, F.W. Murnau): A insustentável leveza de um corpo despido da farda

Ou o fardo do infinitésimo descaracterizado

Ou a aterradora consciência do quase vazio do limite inferior (incrivelmente denso)

Ou o realizador como um três de três: mestre-de-cerimónias, deus farsante e regulador da experiência

Ou, ainda, o filme que definiu a modernidade.

 

2 - O Cinema-Olho de Dziga Vertov, O Homem da Câmara de Filmar (1929):

Corta-unhas

Discutiram ostensivamente os dois. Cada um parecia ter a razão do seu lado. Cada um queria ter a razão do seu lado. Infelizmente nenhum deles a tinha. Tinham sido um casal feliz até esse momento. A partir daí tudo começou a piorar. Quem imaginaria que tão inocente e útil utensílio teria esse efeito. De facto, nada assim o suporia mas teve.

Ela, acabada de acordar, ainda com os olhos meio fechados e com o cabelo semelhante àquele de quem acabara de ver um lobo, sai da cama, ainda ele dormia. Não deu por nada.

Para quando a resolução do problema da falta de água quente no Hospital Espírito Santo de Évora?

De acordo com o noticiado em órgãos de comunicação social nacionais e de acordo com o depoimento de várias testemunhas, há mais de um mês que o Hospital Espírito Santo de Évora, se encontra com falta de água quente, situação esta que está a provocar várias queixas por parte de utentes e funcionários.

A informação prestada é que o referido corte de água quente se deve ao facto de em maio deste ano ter sido detetado um caso de legionella nas instalações da Unidade Hospitalar.

O jornalismo é Arte

A população necessita de estar informada. Hoje em dia, quem não está atualizado quanto a tudo o que se passa à sua volta, rapidamente se vai sentir isolado da sociedade. Assim, o jornalismo ganhou uma grande importância nos dias de hoje, sendo conhecido até como “o quarto poder”, atrás dos três grandes poderes: executivo, judicial e legislativo.

Defendo que o jornalismo não é apenas um poder, não é apenas uma forma de comunicar informação. O jornalismo é arte.

It follows

Vai seguir-te, jovem – a não ser que te mantenhas virgem, ou, se já em falta, ao menos te abstenhas …

As palavras que as pessoas não disseram quando a chuva veio e estragou o penteado da senhora

Era sábado e o dia tinha começado com o nascer do sol, como sempre. A pessoa que será o centro da nossa história estava fora de casa, apanhando um pouco de sol. Admirava as plantas que tinha semeado ela própria, passava o resto do protetor solar e não lamentava viver sozinha. Joana sabia o que lhe tinha custado chegar onde chegou a meios próprios. Ninguém tinha ideia do que custaria chegar àquele ponto. A mulher mais rica da aldeia toda. Só a casa principal tinha uns 20 quartos e uma empregadagem de 10 serventes. Joana tinha criado um império e era solteira.

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