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Opinião

A grave situação dos Bombeiros de Mourão

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mourão está numa grave situação financeira.

Em visita recente à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mourão foi dada a conhecer a situação financeira crítica com que vive esta instituição.

Foi relatado que se encontram perante uma situação dramática, que se vai complicando a cada dia que passa, sem que se vislumbre uma solução para se poder salvar esta corporação de bombeiros.

Manigâncias

A porta tinha sido aberta há pouco tempo. Aberta não. Tinha sido arrombada e só pouco tempo depois os donos da loja deram por isso. O furto tinha sido enorme e tinha dado imenso prejuízo.

A dona da loja vertia lágrimas como quem abre a comporta de uma barragem hidroelétrica.

Quando iriam recuperar tudo aquilo? Nem seguro tinham feito e não havia agora nada que pudessem fazer para tentar recuperar alguma coisa.

Os ladrões estavam identificados. Tinham sido aqueles malandros que andavam a fazer manigâncias ali e nas aldeias vizinhas.

Pela arte do desencanto, i.e., pelo desencanto na arte.

Observar o mundo, a multitude de formas de uma multitude de formas, é estranhamente o exercício mais simples. Tão simples que magoa ter começar assim. Como tem de começar.

Processo centrípeto em torno de um motor de explosão autodefinido como racional, como tal, necessita devolução. É quando as coisas se começam a tornar interessantes. Enfim, quase sempre, pode-se viver escondido ou usar uma máscara – e esses não importam.

A campanha

No exato dia em que se iniciou a campanha para as Europeias, Olinda Serpentina tomou uma decisão. Era importante participar ativamente na campanha para as eleições de quem toda a gente falava. O seu dever cívico de mulher alentejana e comprometida com causas, diversas, independentemente da sua finalidade, desde que fossem boas e corretas, falou mais alto e gritou-lhe ao ouvido até. Olinda Serpentina tinha de participar na campanha eleitoral. Era imperativo que defendesse as ideologias que estavam em jogo. Tinha de ser mesmo. Não fazia sentido de outra maneira.

Porque o voto “ainda” é uma arma

Sabendo que nenhuma questão responde a todas as outras, o levantamento de algumas interrogações, a que tenho assistido nesta campanha eleitoral, para além de nada esclarecer, só contribuem para desinformar e lançar duvidas que, pouco ou nada, têm a ver com o momento que vivemos. Apresentando o nosso tempo grandes vulnerabilidades e, continuando a viver em sociedades marcadas pelas desigualdades, os esclarecimentos tornam-se fundamentais para o clarificar de posições.

FLORBELA – A grande Poetisa do Alentejo

Esta imagem foi captada hoje. Dezenas de turistas em frente à Estátua de Florbela Espanca, na Praça da República, em Vila Viçosa.

Infelizmente, continua a verificar-se, em muitos casos, um desconhecimento total relativamente ao facto da grande poetisa ter nascido na "Princesa do Alentejo", no longínquo ano de 1894.

A medida de todas as coisas

Expressão tantas vezes utilizada e tantas vezes não sabemos o que significa. Pois, nem nós nem o Senhor Senhorinho. Assim era seu nome e era vendedor de mercados e feiras há muitos anos. Senhor Senhorinho vendia tudo, mas tudo mesmo. Desde a mais simples peúga, ao mais complexo aparelho de televisão em HD, tudo estava à venda no atrelado do Senhor Senhorinho. Vendia de tudo e conhecia tudo. Tinha sementes... grão, feijão, trigo, aveia, cevada e até farelo. E, pior, vendia de tudo com a medida precisa, pois tinha a medida de todas as coisas.

Nick Cave: Skeleton Tree

Numa era em que se pede tanto, uma coisa ninguém tem o direito de pedir: que se assista ao funeral de um filho e se sobreviva. Culpa máxima e ilimitada! Criar vida para a morte certa, do vazio da inexistência para o vazio pós-morte por um único caminho possível, assente nessa consciência.

Um monólogo pós-2008

Sobre o estar de fora – Um monólogo de través pós-2008, do qual, estranhamente, ainda não resultou um filme.

Alguém exclamou, a rapariga, e desse impressivo tumulto final nada se pode aproveitar. Do que foi dito antes, um pouco mais: palavras casuais, com a pretensão da melodia e contudo traídas pelo arrastar gorgolejante do nervo, como se em metal rasante: "Não! Recontro! Fome! Eu! Todos! Nunca! Pois então."

O Governo mentiu e fez um golpe de teatro de má qualidade

Relativamente ao tempo de serviço dos professores e toda a crise política que se instalou em torno do tema, não passou de uma farsa e de uma enorme mentira promovida pelo Sr. Primeiro-ministro.

É talvez a maior farsa que eu já vivi em termos políticos. Note-se bem, o Governo votou contra a reposição integral do tempo de serviço dos professores, reposição essa que tinha negociado e aprovado nos últimos orçamentos do Estado. Negociada obviamente com os partidos que ao longo destes anos dera suporte ao Governo (PS, BE, PCP e PEV).

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