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Opinião

Ler e escrever

Comecemos a nossa crónica de hoje pela famosa questão do ovo e da galinha. Qual deles surgiu primeiro? Terá sido o ovo? Mas não poderia ser… como teria saído o ovo do nada? No entanto, como saiu a galinha? De onde surgiu? E aqui andamos numa discussão que será meio ou não tanto, ou talvez seja, académica?

A meio do caminho

Às 22 horas, mais ou menos perto da meia noite , um pouco mais cedo do que a hora em que este breve texto é escrito. A história aconteceu no trânsito, a meio do caminho, entre a cidade e o campo. A meio do caminho, confluíam as energias da partida e da chegada.

Aconteceu numa sexta-feira. Daria um excelente enredo, se nesta crónica hoje se falasse de crime, de sangue, de amor, de traição ou de algo assim parecido.

Acolhimento péssimo no Centro de Vacinação de Viana do Alentejo

O Centro de Vacinação de Viana do Alentejo, onde decorre a vacinação contra a covid-19, funciona de forma péssima no Centro de Saúde Viana do Alentejo.

Este local está a funcionar atualmente como centro de vacinação, depois de anteriormente ter funcionado no salão da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo, o qual apresentava condições muito dignas.

A casa ou o lar

Hoje, perto do Natal, que a tantos diz tanto, há questões que nos invadem e se tornam prioritárias. Não só pela sua relevância mas por aquilo que se acredita significar pelo significado. A casa é diferente do lar. Numa casa vivem uma, várias ou muitas pessoas… podem ter coisas em comum ou nada entre si. A casa é uma construção humana física, estrutural que se elabora e se determina dessa forma. A casa é o lugar constituído por paredes, portas, janelas, um telhado e quem sabe um jardim…

O gato cinzento

Há molduras à minha volta. Elas abraçam-me e é fácil de distinguir o cheiro a antigo. Há pinturas nelas de sem abrigos que berram solidão e pedidos de ajuda. Os pretos nas mesmas trazem até mim arrependimento.

Caminho até à rua com passos lentos sabendo o que me espera. São três da manhã e a lua está desenhada de forma a cintilar e refletir no preto dos meus olhos. O frio cumprimenta cada pelo no meu braço e relembro o quão quente estava há minutos. O vento brinca suavemente com os meus caracóis e sinto o meu corpo a congelar.

O espaço entre o tudo e o nada

Definimos o vazio como a ausência de matéria. Onde ele existe não há mais nada. Pode ser uma sensação, pode ser um espaço físico. Poderá até ser muito mais, dependendo da nossa imaginação. O vazio não tem nada, o que faz dele passível espaço onde alguma coisa se pode instalar.

Tudo é o absoluto. Define o completo e o complexo. Nele a totalidade é suma. Há, no tudo, absolutamente tudo. Ele pode definir-se por antítese ao nada.

Os Rendeiros

Há poucos dias atrás tivemos o foragido à justiça, João Rendeiro, em entrevista ao canal CNN Portugal, a mostrar os seus melhores dotes de verdadeiro artista. Este é um daqueles casos de demonstração clara da impunidade de certas personagens, as quais usam as brechas e lacunas do sistema de justiça a seu bel-prazer.

Recordo que João Rendeiro foi condenado a penas de prisão efetiva em três processos diferentes, todos relacionados com o colapso do BPP. No entanto, esclarece que é um caso de "resistência à Justiça injusta".

Vezes sem conta

Somadas,

todas as poucas vezes que vou à Terra

nunca serão muitas vezes;

no futuro direi que foram

insuficientes,

ou então tentarei agradar a mim próprio

e no pensamento que me convier

assumirei que a quantidade foi fraca;

mas, ainda assim, tudo me valeu a pena

pela qualidade das poucas vezes.

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Parraça, a "máquina" fura-redes

No domingo fui à bola, no campo João de Figueiredo, em Vila Viçosa. A tarde estava cinzenta e o frio do Outono fazia-se sentir. O Calipolense jogava contra a equipa do Aguiar, com quem disputa os lugares cimeiros da tabela da Liga AFE.

Décimas na Igrejinha, uma tradição bem viva

Décimas em Honra de Nª Srª da Consolação – Igrejinha, uma tradição bem viva.

Continuamos a nossa viagem pela incrível cultura popular alentejana. Desta feita, relembramos uma das mais conhecidas artes do Alentejo – a poesia popular. Uma verdadeira riqueza cultural coletiva. Longe vão os tempos em que, à volta do lume, os trabalhadores rurais se juntavam e declamavam as décimas em forma de despique. Sem o fulgor de outrora, os poetas populares, de forma entusiasta, ainda permanecem em grande parte da região.

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