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Opinião

Serra de Aires e Rafeiro, os guardiães do Alentejo

Parece não ter fim o potencial que o Alentejo nos oferece. Em cada recanto um costume, em cada lugar uma tradição. Uma ampla herança intemporal onde, para além do património artístico, patrimonial e cultural, também a fauna e flora são verdadeiros legados de uma biodiversidade tão peculiar neste território.

Rato capitão

A manhã começou com uma brisa tão suave que parecia que o tempo não iria mudar nos próximos dias e anos. Na terra longínqua de Franterra, o tempo era ameno e sempre bom.

Era uma terra que vivia principalmente do comércio marítimo e do mar. A cidade ficava virada para o mar, numa paisagem e cenário que fazem lembrar o lugar mais idílico. Era, de facto uma maravilha aos olhos.

Sem saudades de Mário Centeno

Não vou ter quaisquer saudades de Mário Centeno. Já tenho pouca pachorra para o politicamente correto, para os elogios bacocos a muitos dos adorados do povo, mas sobretudo utilizar palavras e frases que agradam a todos.

Vou tentar explicar de uma forma resumida porque é que considero que Mário Centeno foi um mau Ministro das Finanças:

De George Floyd ao Padre António Vieira. Como uma causa justa degenera

De 25 de Maio a 11 de Junho vão apenas 17 dias de intervalo. A primeira data assinala o bárbaro assassinato de George Floyd, acerca do qual já muito se disse, ainda que, esse muito, peque por insuficiente. A segunda data assinala o ignorante e absurdo acto de vandalismo à estátua do Padre António Vieira em Lisboa. E como se todo o cenário não fosse já suficientemente pintado de tragédia, para piorar, ambas as situações acabam por estar tristemente interligadas.

Comprar empresas falidas

Todos vimos o que nos custou salvar bancos depois da crise financeira de 2008. Entre BPN, BPP, Banif, BES e CGD vamos em 17 mil milhões de euros! E o problema continua por resolver. Ainda no ano passado, o governo pediu ao parlamento autorização para gastar mais quase mil milhões com os restos de dois bancos falidos. Se em 12 anos foi a grande custo que conseguimos aproximar a situação do equilíbrio, neste momento apenas podemos imaginar o que serão os próximos anos, depois da violência com que a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus está a afetar a nossa economia.

O lenço

O lenço preto na cabeça

não tem significado

apenas quer ser lembrado

com medo de quem se esqueça.

Ninguém merece perder;

merino negro, penumbra no cabelo.

Às pintas ou às cores é possível vê-lo

no labor do campo, ao amanhecer.

 

Sol abraça o lenço,

O novo e estúpido normal

É mais assustador que o vírus esta coisa a que insistem em chamar “novo normal”.

Não é normal; é só estúpido. Estúpido e contranatura.

Estúpido como obrigar crianças pequenas a ir à escola e ficarem dentro de um círculo, afastados, para não se tocarem, a não brincarem, a não serem aquilo que de melhor somos: humanos.

Estados Desunidos da América

Por Guilherme Catarino

Fomos confrontados na última semana, com infindos vídeos a propósito da morte polémica de um cidadão afroamericano, no estado de Minneapolis. Já algemado após, alegadamente, tentar burlar um vendedor de uma loja de conveniência, e sem apresentar qualquer sinal visível de resistência perante os cerca de sete polícias que o vigiavam e seguravam, George Floyd é violentamente impedido de respirar, durante cerca de 8 minutos por um dos polícias, enquanto roga pela vida.

O PEES e o Desenvolvimento Regional

Os dias são de desconfinamento e retorno das nossas atividades produtivas, ao mesmo tempo que as autoridades calculam o tamanho da crise, as suas consequências e os seus 'antibióticos'. Sabemos que estamos longe de afastar o cenário da pandemia e todos os seus efeitos, pelo que estamos ainda obrigados a um dever de vigilância permanente e reforço da capacidade do nosso - agora reconhecido - Serviço Nacional de Saúde.

A ordem mundial anarquista da atualidade

Alguém tem um relógio? Que dia é hoje? Hoje comemoram-se os 2 meses e 9 dias em que as nossas vidas mudaram radicalmente e tentamos arduamente para que voltem ao normal, mas de nada vale o esforço se não somos nada para além de carne e osso, sentimentos e pensamentos que facilmente são corroídos por um vírus que tem ceifado imensas vidas ao longo de todo o mundo e, também, por aqueles que convivem connosco.

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