16 Outubro 2014      01:00

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ENAJ II: Impactos

Há quinze dias escrevi sobre o ENAJ – Encontro Nacional das Associações Juvenis do Alentejo, implementado pela FNAJ – Federação Nacional das Associações Juvenis, como um evento importantíssimo que ia acontecer na cidade de Évora, e que ia reunir todo o movimento associativo nacional e algum espanhol (regiões fronteiriças), dirigentes políticos, municipais e personalidades públicas.

Passado o tempo de reflexão necessário para olharmos para um evento desta dimensão, do meu ponto de vista, podemos considerar este ENAJ tendo em conta 4 linhas de impacto: no movimento associativo em si; na agenda política em termos de estratégia de juventude; na cidade de Évora, e na FRAJAL – Federação Regional das Associações Juvenis do Alentejo.

No movimento associativo em si, o impacto caracteriza-se pela reunião dos dirigentes associativos e jovens de todo o país para discutir políticas de juventude, criando-se um fórum activo de participação e discussão nos temas que afectam os jovens, entre eles por exemplo, os 5 objectivos Europa 2020: emprego; investigação e desenvolvimento; alterações climáticas e sustentabilidade energética; educação; e luta contra e exclusão social; e pela aproximação ao movimento associativo espanhol, resultante dos progressos da reunião que precedeu o evento, no ENAJ assinou-se um compromisso de cooperação estratégica transfronteiriço entre os Presidentes de Federação Juvenis portuguesas e os Presidentes dos Conselhos Regionais de Juventude fronteiriços espanhóis, surgindo o conceito JUVIBERIA.

No que toca a agenda política, reuniram os Directores Regionais do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e os Directores dos Institutos Gerais de Juventude dos Governos Regionais fronteiriços espanhóis, criando uma plataforma de aproximação, e uma estruturação de pensamento comum na abordagem às políticas de juventude para o futuro. Ainda neste tópico, devemos destacar a presença dos Secretários de Estado da Juventude e do Emprego, que assinaram uma nova medida respeitante aos estágios profissionais nas associações juvenis (facilitando a contratação de estagiários jovens).

A cidade de Évora recebeu mais de 800 jovens, os hotéis ficaram lotados, as ruas da cidade ficaram cheias de jovens, que conheceram tudo o que esta terra património da humanidade tem para oferecer, e certamente levaram o seu bom nome por o país fora, tanto por terem sido muito bem recebidos, como pela beleza incontestável da cidade.

Para a FRAJAL, que colaborou na organização do ENAJ, este mostra-se como o marco do seu lançamento, perante a estrutura associativa nacional enquanto organização oficialmente estabelecida, distinguindo a sua primeira aparição num evento de grande dimensão, no qual participou de forma activa, tanto na construção de políticas de juventude, como na sua afirmação e criação de rede dentro e fora do país.

Sobre as associações juvenis alentejanas, felicito as que fizeram o esforço de se deslocar para participar, e sobretudo aquelas que o fizeram pela primeira vez, contudo é de lamentar que muitas não tenham aparecido, e deste modo, se tenham feito notar pela sua ausência e desaproximação do local de debate por excelência, em termos de política de juventude.

Em tom conclusivo, porque a crónica já vai longa e não quero entediar os meus leitores, finalizo de forma muito directa: o ENAJ foi um acontecimento nacional, mas com centro de discussão no Alentejo. E mostra que é possível deslocalizar para a nossa região, para o interior, iniciativas de sucesso e dimensão nacional.

 

 

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