30 Março 2016      15:08

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A VOZ DOS SEM VOZ

"SEM MEIAS, NEM PEIAS"

Vivemos numa sociedade mediatizada, onde tudo o que se faz é dado a conhecer ou através dos meios de comunicação social ou por qualquer outro suporte de difusão de informação, sendo a internet um dos canais mais privilegiados, designadamente através da disseminação e partilha de informação em redes sociais.

Neste contexto e para que os cidadãos se situem no mundo social, os grandes grupos empresariais de comunicação afiguram-se como os principais veículos fornecedores de informação, sendo que ao mesmo tempo que marcam a agenda pública, debatida no dia-a-dia, realizam, ou deveriam realizar, a tarefa de fiscalizar os abusos e excessos do poder público e do poder económico.

Ora, este conceito de jornalismo como Quarto Poder surgiu, em Inglaterra no final do século XVIII, no âmbito das revoluções liberais, alicerçado num ideal liberal iluminista que conjeturava, além da liberdade de expressão individual, uma imprensa independente, livre da censura do Estado, formadora da opinião pública e vocacionada para exercer o papel de contrapoder em relação aos três poderes concebidos por Montesquieu: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Assim, o poder representado pela imprensa teria como ditame denunciar violações dos direitos nos regimes democráticos, por isso se afirma que não há democracia sem um jornalismo capaz de agir livremente para informar e investigar.

Todavia, muita coisa mudou nos últimos trezentos anos. E a questão central para reflexão é a seguinte: até que ponto é que os meios de comunicação social são independentes, pluralistas e livres de subordinação de governos e de empresas capitalistas de comunicação?

Cada vez mais se torna evidente que toda a indústria de comunicação, transformou-se num dos principais negócios das últimas décadas. A notícia por si só ,bem como todo o processo que a produz, é similar a qualquer outra mercadoria, em forma de bens tangíveis ou serviços, portanto, não surpreende que as empresas de comunicação objetivem o lucro. O problema é quando o fazem em detrimento da credibilidade, do compromisso com a verdade e da observância de valores éticos.

Naturalmente, quando abordamos as questões da democracia, o papel atribuído aos meios de comunicação social é nitidamente notório. Mas, será que os media operam de forma a preservar os valores democráticos? 

 

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