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Vila Viçosa garante que desvio na EN255 ficará resolvido em duas semanas

A Câmara de Vila Viçosa revelou que a interdição do trânsito a veículos pesados na Estrada Nacional (EN) 255 no concelho, que tem sido motivo de protesto, está em “vias de resolução”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o município indicou que “o condicionamento do trânsito a veículos pesados ao quilómetro 10+800 da EN255”, entre Vila Viçosa e Pardais, está “em vias de resolução”, tendo em conta “o recurso que foi encontrado”.

O documente refere ainda que, “em visita ao local, os técnicos da câmara municipal e da Infraestruturas de Portugal (IP) concluíram que a solução é a realização de um desvio da faixa de rodagem, afastando-a da pedreira que origina o condicionamento à circulação, sendo, para o efeito, necessário proceder ao desvio da conduta adutora de água de abastecimento entre Vila Viçosa e Pardais”.

A autarquia explicou também que, de acordo com a IP, “o desvio ficará concluído no prazo de duas semanas, ficando, assim, normalizada a circulação rodoviária no local”.

Recorde-se que a Infraestruturas de Portugal (IP), na sexta-feira, além de ter interditado o tráfego pesado na EN255, entre Vila Viçosa e Pardais, encerrou o troço da Estrada Nacional 254, entre Vila Viçosa e Bencatel, naquele concelho, por questões de segurança devido à proximidade de pedreiras.

Estas situações têm motivado protestos, sobretudo por parte da população de Bencatel, que promoveu várias manifestações contra o corte da estrada, o último dos quais ocorreu no domingo, dia das eleições presidenciais.

Já na semana passada, o presidente da Junta de Freguesia de Pardais, Inácio Esperança, dissera à Lusa que a interdição do trânsito a veículos pesados naquela estrada colocava em causa o socorro à população: “condicionar o trânsito a pesados põe em causa o socorro à população, a deslocação das crianças para as escolas e o escoamento de mercadorias, sobretudo dos mármores, que é o sustento da população da freguesia”.

Também em comunicado, a junta de freguesia indicou que se trata de uma “decisão unilateral da IP”, que “muito prejudica a população” e interroga “como garantir o socorro às populações e aos trabalhadores das pedreiras sempre que seja necessário utilizar veículos pesados”.

O corte do troço da EN254 entre Vila Viçosa e Bencatel foi anunciado, na quarta-feira, em declarações à Lusa, por fonte oficial da IP, que alegou questões de segurança, devido à proximidade da pedreira “Monte d'el Rei”, que tem cerca de “134 metros de profundidade” e que se encontra a cerca de 30 metros da via, quando devia estar “a mais de 400 metros”.

A IP, que disse estar, juntamente com a câmara, a tentar “encontrar uma solução” alternativa para a circulação entre Vila Viçosa e Bencatel, e indicou que, a partir de sexta-feira, a alternativa de circulação para veículos ligeiros deve ser a EN255.

Já a EN381, entre a EN4 e a vila de Redondo, é indicada pela IP como percurso alternativo dos pesados, durante as próximas duas semanas, enquanto não for feita uma intervenção na EN255.

 

Fotografia de 24.sapo.pt

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