23 Outubro 2018      09:55

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Sobrevivência da humanidade, tal como a conhecemos, está em jogo

Carlos Zorrinho, eborense e eurodeputado eleito pelo PS

“É necessário definir metas mais ambiciosas e canalizar mais financiamento para a conservação da biodiversidade”, defendeu o Eurodeputado Carlos Zorrinho, para quem “já não basta comunicar com indicadores e gráficos. É a sobrevivência da humanidade, tal como a conhecemos, que está em jogo.”

Ao intervir ontem em Estrasburgo no debate conjunto sobre a Conferência do Clima COP24 e a Conferência da Biodiversidade COP 14, o Eurodeputado socialista eborense considerou que “as cimeiras internacionais (...) não podem ser apenas mais um grande evento global e mediático.”

Socorrendo-se dos dados do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, Zorrinho sublinhou as preocupantes conclusões do seu último estudo sobre o aquecimento, que se continuar a crescer ao ritmo atual, sob o efeito das emissões de gases do efeito estufa, “deve chegar a 1,5° Celsius entre 2030 e 2052”.

 “Limitar o aquecimento global nos termos estabelecidos no Acordo de Paris pode significar a diferença entre a vida e a morte de pessoas e ecossistemas e é também determinante para   preservação da biodiversidade”, alertou o Eurodeputado.  

De acordo com Carlos Zorrinho, não só “é preciso agir” como “não se pode permitir que a competição egoísta e antropocêntrica pelos recursos destrua os fundamentos dos equilíbrios naturais, pois somos nós mesmos que nos destruímos.”

Zorrinho sinalizou que, enquanto relator sombra do regulamento da governação da União da Energia, que será votado no próximo Plenário, vai contribuir para “assegurar que os objetivos climáticos da União da Energia para 2030, serão atingidos através de políticas coerentes e flexíveis.”

 

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