17 Maio 2016      14:53

Está aqui

SERPA RECEBE A 1ª ORQUESTRA DO BAIXO ALENTEJO

Depois de Odemira, é a vez de Serpa receber o Festival “Terras sem Sombra”, com uma ópera infanto-juvenil que tem uma mensagem ecológica, a Amazónia como pano de fundo, e os problemas que afetam a natureza sem fronteiras. Onheama, a ópera em três atos de João Guilherme Ripper, sobe à cena no Teatro Municipal, em Serpa, a 21 e 22 de Maio, às 21h30 e 16h00, respectivamente, com entrada livre. Sendo a primeira ópera produzida e construída no Baixo Alentejo

A realização do espetáculo conta com o envolvimento do Grupo de Teatro da Escola Secundária de Serpa, (En)cena, e da escultora Margarida de Araújo, do Teatro Nacional de São Carlos, do Coro Juvenil do Instituto Gregoriano de Lisboa e da Orquestra Sinfónica Portuguesa, a que se juntam crianças e jovens das escolas de Serpa.

Com encenação da responsabilidade do argentino Claudio Hochmann, que trabalha em Portugal, figurinos de Miguel Costa Cabral e elaborados pela Oficina do Traje, coreografia de Yonel Castilla, incorporação dos produtos locais foi uma das prioridades. Onde tudo gira em torno do sobreiro, a árvore nacional portuguesa, e da cortiça, visto o montado constituir uma das principais riquezas do Baixo Alentejo

A peça de João Guilherme Ripper, compositor, diretor de orquestra, professor e presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, estreou em 2014, no Festival Amazonas, de Manaus, com grande êxito, e faz já parte da história do célebre Teatro Amazonas, a “casa da ópera” em Manaus, e ganha assim a sua estreia absoluta na Europa.

Inspirada no poema “A Infância de Um Guerreiro”, de Max Carphentier, Onheama significa eclipse em língua tupi. A mitologia dos povos indígenas de algumas das principais regiões da Amazónia interpreta o eclipse como a acção maléfica de Xivi, a terrível onça celeste, que devora Guaraci, o Sol, e, insaciável no seu afã consumidor, sai depois à caça das estrelas e de Jaci, a Lua, e apenas um guerreiro corajoso e de coração puro poderá salvar a Amazónia e o planeta do terrível monstro.

A direção musical está a cargo do reputado maestro brasileiro Marcelo de Jesus e o elenco dos solistas reúne algumas vozes de referência da cena operática do nosso país: Carla Caramujo, Inês Simões, Marco Alves dos Santos, Nuno Pereira e Carolina Andrade.

Imagem: Inês Simões é Nhandeci e Xivi em Onheama.

CAPTCHA
Image CAPTCHA
Escreva o caracteres que vê na imagem do lado direito.