19 Novembro 2017      13:21

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AFINAL QUEM ORDENA MAIS EM GRÂNDOLA?

Em Grândola, um grupo de cidadãos quer impedir que a Câmara Municipal ponha em prática o projeto de demolição da Casa Barahona, onde tem funcionado a Biblioteca Municipal. É um edifício que data do final do século XIX e é considerado emblemático em Grândola, no entanto, não está classificado como património municipal nem cultural.

A polémica de agora teve início em 2011 quando a autarquia, então PS, lançou o concurso para requalificação da Biblioteca Municipal que se queria mais moderno e adaptada ao futuro, prevendo a demolição parcial ou total do atual edifício.

Dos 106 projetos concorrentes, o vencedor previa a demolição do edifício.

Em 2013, houve eleições autárquicas e a CDU saiu vencedora, tendo desistido do projeto, mesmo que pouco antes das eleições tivesse aprovado o projeto na Assembleia Municipal.

As eleições do passado outubro, deram uma renovação do mandato da CDU na Câmara, mas sem maioria na Assembleia Municipal. Agora, a autarquia já adjudicou a obra, no entanto, a mesma carece de discussão na Assembleia Municipal de Grândola, que pode impedir a construção.

Através das redes sociais, um grupo de cidadãos mostra-se contra a demolição do atual edifício onde revelam ter sido pagas indeminizações - 33 mil euros - aos arquitetos por não se ter construído o mesmo projeto que agora se quer construir e que está orçado – segundo dados publicados em Base.gov – em cerca de 1,5 milhões de euros.

A autarquia revela que tinha desistido do concurso por falta de verbas, à época e que agora, com recurso a Fundos Comunitários do Programa operacional Alentejo 2020, já é possível a sua realização.

 

Imagem de cm-grandola.pt

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