2 Março 2018      15:55

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A qualidade de um Alentejo que abre portas às profissões do futuro

É hoje incontornável que a tecnologia vai dominar o mercado de trabalho. Dentro de poucos anos a programação será disciplina obrigatória nas escolas do ensino básico, e a formação académica tenderá a ser cada vez mais transversal. É que já não há empregos para a vida e as competências específicas são ajustadas, em formação contínua, a cada novo projecto que se abraça.

Sabemos igualmente que cerca de metade dos empregos dos próximos 10 anos ainda não foram criados ou mesmo inventados, e a cada novo ano, vamos assistir ao florescimento de novas profissões, enquanto naturalmente outras serão extintas. É que, mesmo as ainda tradicionais profissões, a que se augura um promissor futuro (canalizador, electricista,…), já não prescindem da avançada tecnologia.

É nesta vertiginosa mudança que existe um Alentejo de oportunidades. Um Alentejo que tem uma inegável qualidade de vida, com um clima ameno, elevados índices de segurança, boas infraestruturas culturais e desportivas, uma adequada cobertura de equipamentos de saúde, e ……. aquela gastronomia única.

Sabemos aliás, pelos estudos de 2017 da Marktest, que é no território Alentejano que se concentram os concelhos com melhor qualidade de vida a nível nacional.

Pois bem, é na conjugação destes 2 factores (a qualidade de vida e o reinventar das profissões), que se encontra uma oportunidade única de rejuvenescer a região Alentejo invertendo o actual ciclo demográfico.

O grande constrangimento estrutural do interior é sem sombra de dúvida a perda de população. Se no último meio século, Portugal num todo, aumentou a população de 8 para 10 Milhões, em sentido inverso o interior do país perdeu 30% dos seus habitantes.

Fica assim claro que, apenas a excelente qualidade de vida do Alentejo não é factor suficientemente diferenciador e atractivo. É fundamental primarmos por um ambiente indutor das dinâmicas empresariais, com uma atmosfera onde se respira inovação e se incentiva o empreendedorismo.

Não basta desenhar o modelo no papel, é preciso iniciativas concretas que demonstrem de forma inequívoca que o Alentejo é já hoje o local de eleição para que, os profissionais autónomos, as iniciativas empresariais que produzem tecnologia, e as que desenvolvem informação e difundem conhecimento localizem os seus centros de competências.

Cada vez mais, as empresas socialmente responsáveis estão disponíveis para facultar aos seus colaboradores a oportunidade de uma vida mais saudável, longe das intermináveis filas de trânsito, do desgaste diário das zonas metropolitanas, e de outros inúmeros factores limitativos da produtividade.

O que impede um centro clínico de telemedicina operar a partir da simpática Vila de Redondo? O que impede que o centro de formação de pilotos de drones vocacionadas para a agricultura de precisão esteja sediado em Serpa ou Barrancos? Porque não um centro nacional de inteligência e controle de transportes autónomos nascer em Sousel ou Fronteira?

Se actualmente alguns investigadores, designers, e engenheiros informáticos, já podem encontrar na planície Alentejana o local ideal para desenvolverem a sua criatividade, também no futuro, o Alentejo poderá ter tudo para ser o berço familiar e laboral do piloto de drones no âmbito da agricultura de precisão, do telecirurgião, dos bioquímicos e biomédicos, dos analistas de dados, do designer nostálgico de interiores inspirado nos anos 80, do youtuber conselheiro/vendedor de robots, do analista de transportes autónomos, do terapeuta de tecnologia, dos especialistas em crowdfunding, dos digital marketers, dos especialistas em gestão de resíduos, dos curadores da sustentabilidades, dos professores on-line e até daqueles que venham a ser os tutores de curiosidade e os gestores de morte digital.

A oportunidade existe! Cabe a cada um de nós fazer acontecer!!!

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Fonte: Marktest

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