12 Novembro 2021      09:41

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Projeto do Politécnico de Setúbal financiado em quase 10 milhões de euros

Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS)

O projeto SONDA2026 – Smart Open Networks for Development Acceleration, do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), vai ser financiado em mais de nove milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo o jornal ECO, a candidatura do IPS foi aprovada na passada quarta-feira, e obteve uma classificação de 9,63 num máximo de 10 pontos, a mais elevada entre todos os politécnicos.

Assim, o SONDA2026, que integra mais de 150 parceiros, receberá um financiamento de 9 804 000 de euros, que resulta da sua candidatura aos programas “Impulso Jovens STEAM” e “Impulso Adultos”, criados para apoiar iniciativas a desenvolver por instituições de ensino superior, em parceria ou consórcio com empresas, autarquias e outras entidades públicas locais, regionais e nacionais.

De acordo com a instituição, o objetivo do projeto passa por “cobrir três lacunas essenciais na oferta pública de ensino superior, nomeadamente a inexistência de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) na zona norte de Lisboa, que já está a ser suprida pelo IPS com a abertura de quatro formações nos concelhos de Amadora, Loures e Vila Franca de Xira”.

No mesmo comunicado, o Politécnico de Setúbal indicou a inexistência de um estabelecimento de ensino superior “que sirva a região do Alentejo Litoral”. Neste sentido, este vazio será colmatado com a construção da sexta escola superior do IPS, que será elaborada em parceria com a Câmara Municipal de Sines, na sequência de um protocolo assinado no passado mês de julho. A candidatura aprovada pretende ainda “contribuir para ultrapassar o défice nacional no que respeita à formação ao longo da vida, em especial nas áreas das competências digitais e da saúde”.

Pedro Dominguinhos, citado no comunicado, explica que este projeto “constituirá um marco relevante para o IPS e para a região, porquanto permite qualificar mais pessoas, jovens e adultos, promover a inclusão e o desenvolvimento regional” e, também, “financiar a construção de um edifício próprio para a Escola Superior de Saúde”, um projeto pendente há 20 anos.

Além do município de Sines, este projeto faz parceria com a Microsoft, a Everis e a Deloitte, e também com instituições particulares de solidariedade social, misericórdias, hospitais, unidades de saúde e outras autarquias.

 

Fotografia de osetubalense.com