18 Setembro 2020      11:54

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Programa de apoio ao emprego recebe 2.435 candidaturas do Interior

O programa de apoio ao emprego recebeu, na primeira fase, 4.434 candidaturas, no valor de mais 480 milhões de euros, a maior parte delas relativas à criação de emprego no Interior, divulgou o Ministério da Coesão Territorial.

De acordo com o ministério, citado pela Lusa, só para a criação de empregos no Interior (+CO3SO Emprego Interior) foram apresentadas, até quarta-feira, 2.435 candidaturas, no valor de 260 milhões de euros.

O programa +CO3SO Emprego arrancou em meados de julho, tendo sido promovido em conjunto pelos ministérios da Coesão Territorial e do Trabalho e Segurança Social. Tem 90 milhões de euros destinados, com o objetivo inicial de criação de 1.600 empregos, muito abaixo do valor das candidaturas apresentadas.

Com o sucesso do programa, o Ministério da Coesão Territorial afirmou, esta quinta-feira, que “está disposto, assim as candidaturas apresentadas o justifiquem, a reforçar as verbas previstas para a medida”. “A elevada procura por estes apoios já justificou a suspensão do período de candidaturas em alguns territórios”, sublinhou.

Ainda de acordo com o ministério, as candidaturas serão agora analisadas pelos Grupos de Ação Local, responsáveis pela gestão da medida no território, e pelas Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais Regionais Norte 2020, Centro 2020, Lisboa 2020, Alentejo 2020 e CRESC Algarve 2020, responsáveis pelo financiamento desta medida do Governo, com verbas do Fundo Social Europeu.

A medida +CO3SO Emprego apoia a 100% os salários e contribuições para a Segurança Social a cargo do empregador com os novos postos de trabalho e prevê o pagamento de um adicional de 40% sobre esses mesmos custos, podendo ir até a um apoio mensal de 2.200 euros por cada trabalhador contratado sem termo, por um período máximo de 36 meses. Os destinatários são micro e pequenas empresas, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Associações e Fundações, Cooperativas, Associações Mutualistas e Misericórdias, entre outras entidades da economia social.

O Ministério da Coesão Territorial destacou ainda que, “num momento de recuperação da crise económica gerada pela pandemia da covid-19, o tecido económico e social do país mostra, através da procura por estes apoios, considerável disponibilidade para contratar novos trabalhadores qualificados, pagar salários acima da média nacional e investir nos seus projetos de empreendedorismo”.

 

Fotografia de estacaodiariajornal.com

 

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