20 Novembro 2020      09:49

Está aqui

Ó Sol que raias p´la manhã

 

Ó Sol que raias p’la manhã cedinho,

aceita estas nossas graças, 

por mais um dia com saúde 

e aquece o nosso caminho.

.

Alimenta a terra cultivada, 

mas tem avondo com a tua força,

não nos leves tanta água, 

e apoia a nossa empreitada. 

.

Quando o meio dia bater 

e alcançares o teu esplendor, 

lembra-te que a teu redor 

há o suor que nos tenta deter.

Mesmo com uma ou duas insolações,

mesmo com a sola das botas a ferver,

podemos confiar nas intenções

que movem o teu ser. 

.

Enquanto a noite cai 

fazes sempre do mesmo jeito:

deslumbras os casais apaixonados,

aconchegas quem esteve do teu lado,

e deixas a promessa de um amanhã

trazido por inteiro.

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Ricardo Jorge Claudino nasceu em Faro em 1985. Actualmente reside em Lisboa. Mas é Alentejo que respira, por inigualável paz, e pelos seus antepassados que são do concelho de Reguengos de Monsaraz. Licenciado em Engenharia Informática e mestre em Informação e Sistemas Empresariais pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa. Exerce desde 2001 a profissão de programador informático.Também exerce desde que é gente o pensamento de poeta.

Imagem de capa de Luís Damas

 

 

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