2 Março 2019      09:08

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O Estado da Saúde em Évora

Hoje apresento alguns dados relativamente à atividade assistencial do Hospital Espírito Santo de Évora, EPE. Estes dados são objetivos, pelo que merecem uma reflexão bastante aprofundada.

Esta informação está totalmente disponível no Portal do SNS, de entre os “Tempos Médios de Resposta para Primeiras Consultas Hospitalares com Origem nos Cuidados de Saúde Primários - Consulta a Tempo e Horas (CTH)”, dados de Julho a Setembro de 2018, destacam-se, no HESE, os seguintes:

  • Consultas normais:
  • Cirurgia Geral – Obesidade: 865 dias;
  • Otorrinolaringologia: 568 dias;
  • Ortopedia: 447 dias;
  • Dermato-Venerologia: 342 dias;
  • Oftalmologia: 325 dias;
  • Pneumologia: 305 dias;
  • Neurocirurgia: 271 dias;
  • Cirurgia plástica reconstrutiva: 213 dias;

 

Também de acordo com a informação disponível no Portal do SNS, de entre os “Tempos Médios de Resposta para Cirurgia - Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC)”, dados de Julho a Setembro de 2018, destacam-se, no HESE, os seguintes:

  • Cirurgias:

Normal – Doença Não Oncológica:

  • Unidade Tratamento Cirúrgico da Obesidade: 988 dias;
  • Otorrinolaringologia: 546 dias;
  • Urologia. 416 dias;
  • Estomatologia: 193 dias.

 

Significa que entre o dia em que se marca uma consulta de Cirurgia Geral – Obesidade e a respetiva cirurgia, um paciente pode ter que esperar cerca de 6 anos. É inaceitável!

Outro exemplo, entre o dia em que se marca uma consulta de Ortopedia e a respetiva cirurgia, um paciente pode ter que esperar quase 3 anos. É também inaceitável!

Outros exemplos poderiam ser dados.

Na realidade, a construção do novo Hospital Central do Alentejo em Évora e a contratação de médicos especialistas, podem ajudar a diminuir significativamente estes dados.

No entanto, o Governo e a sua máquina de propaganda (que se confundem) lançaram recentemente o Aviso de Concurso para a disponibilização dos fundos através do Programa Operacional Regional do Alentejo – ALENTEJO 2020.

Não estamos a falar do concurso do Hospital, mas sim da abertura da call para a candidatura aos fundos.

 

O aviso de concurso é de 40 milhões de euros para uma obra estimada em 180 milhões de euros. Ninguém sabe de onde vêm as restantes verbas. Garantidamente não se encontram no OE 2019.

Acrescido a estes montantes, faltam incluir os investimentos em saneamento, águas, redes viárias de acesso e respetivas indemnizações aos expropriados.

Melhor, ninguém sabe quanto custa e quem paga. Se é o Governo ou a Câmara Municipal de Évora.

E caso a obra não fique concluída na totalidade até 31 de dezembro de 2023 o Governo terá que devolver os 40 milhões de euros dos fundos comunitários.

É assim que funciona esta governação.

 

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