29 Novembro 2019      13:53

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O Alentejo é a única região a ver uma queda nos preços dos imóveis

Nos últimos anos, Portugal registou um crescimento consistente e constante no seu mercado imobiliário, com Lisboa e Algarve a servirem de porta-bandeira desta expansão económica, uma vez que os valores médios anuais das respetivas propriedades aumentaram com os percentuais mais altos do país, 7,3% e 9,4%, respetivamente. A região do Alentejo, no sul do país, é a única região que não se junta à festa quando se trata deste sucesso económico, não tendo um aumento nos valores das suas propriedades.

O Alentejo é uma região relativamente grande no sul do país e, apesar de representar cerca de um terço da área total do país, possui apenas cerca de 7% da população. Uma explicação para a queda nos preços dos imóveis pode ser devida ao aparente êxodo da região, pois a sua população, já em declínio, continua a cair à medida que os habitantes locais migram para o norte, para regiões mais urbanas de Portugal. Com o salário médio em Lisboa a ser cerca de 280 euros mais alto do que em outras regiões do país, é fácil entender por que os locais podem vê-la como a terra de oportunidades em comparação com os distritos mais rurais.

O mercado imobiliário português parece estável e está absolutamente a caminhar na direção certa, com a maioria dos especialistas a sugerir que o país será capaz de continuar na sua trajetória ascendente. Um fator de confusão que sem dúvida ajudou bastante o mercado imobiliário é a constante queda no desemprego, pois os números sugerem que a taxa de desemprego cairá cerca de 0,7% até ao final de 2019 em relação à do final de 2018. Estes números continuam promissores, pois as projeções sugerem que o desemprego continuará a cair, com uma estimativa de alcançar os 5% até 2022.

Quase todos os aspetos do mercado imobiliário sofreram uma recuperação drástica do colapso de 2008 e estão a ver aumentos dramáticos e um crescimento constante que continuará no futuro. Os espaços de escritório arrendados em Lisboa aumentaram 27% desde o final de 2018, ascendendo o total do mercado de 86.819 metros quadrados para mais de 110.000 metros quadrados, um fator indicativo do aumento económico que a cidade está a ver ao lado do crescimento no valor das suas propriedades. As propriedades residenciais também estão a aumentar a uma taxa inacreditável, já que Portugal foi o terceiro na UE durante o primeiro trimestre de 2019 relativamente ao aumento nos preços da habitação.

O dramático retorno de Lisboa após o desastre económico de 2008 e o domínio económico contínuo no mercado imobiliário é a prova de que, embora as propriedades do Alentejo tenham visto uma queda no seu preço, estas não são indicativas do mercado imobiliário português que continua a prosperar. Isto também pode ser constatado no imenso investimento estrangeiro no país, aumentando cada vez mais o número de compradores internacionais de imóveis, chegando até a superar o número dos compradores nacionais.

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