20 Junho 2017      15:04

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O ALENTEJO COMO DESTINO DE ARTE E NATUREZA PROMOVIDO EM MADRID

O mês de junho em Madrid é especial porque é nele que se ditam a tendências da arte e moda e, pasme-se, da gastronomia, para a próxima temporada. E quem define a tendência a nível de moda gastronómica é a Escuela de Arte da Universidad Carlos III e do Circulo de Bellas Artes que tem lugar, há uma década, no centro da capital espanhola.

Pois é lá que o pão, o queijo e vinho, a base da alimentaçao tradicional alentejana, vão estar como protagonistas, a 22 de junho, num dia consagrado ao Alentejo, recebidos e avaliados pelos chefs,críticos e líderes da opinião gastronómica de Espanha, numa iniciativa do Festival Terras sem Sombra. A iniciativa faz parte do curso Entre a Tradição e a Vanguarda: Uma Viagem pelo Mundo dos Sabores, que dá cartas às novas correntes na culinária e às práticas criativas a elas associadas, um fenómeno muito em voga e que pode trazer um contributo decisivo para o turismo sustentável, alicerçado na cultura e na natureza.

 A dinamizar o "desfile" estarão os especialistas Carlos Pedro, José Guilherme Luis Leão e Luís Mota Capitão.

Carlos Pedro, antropólogo, revelará a tradição artesanal do fabrico do pão em Castro Verde e os desafios de uma industrialização que procura respeitar a essência da manufactura. O empresário José Guilherme, da Queijaria Guilherme, trará a Madrid, o testemunho dos queijos de Serpa, cada vez mais procurados pela restauração espanhola. Os enólogos Luís Leão, da Adega Cooperativa da Vidigueira, e Luís Mota Capitão, da Herdade do Cebolal, em Santiago do Cacém, destacarão as particularidades dos vinhos do Alentejo e da região de Setúbal, mostrando as complementaridades de duas áreas vinícolas cujos terroirs convergem em solo alentejano.

O evento é, segundo a organização, a afirmação do Alentejo como um destino internacional de arte e natureza”, assinala José António Falcão, director-geral do Terras sem Sombra. “O património gastronómico é um marco da nossa identidade e ajusta-se à perfeição ao objectivo de proporcionar, com o festival, uma experiência única do território que defendemos e damos a conhecer. Quem não recorda o legado de Rossini?”, realça esse historiador da arte, “pai” da iniciativa de património, música e biodiversidade que tornou o Alentejo mais conhecido fora de portas.

Imagem de capa de lonelyplanet.com

 

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