16 Dezembro 2018      13:51

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Notas sobre Gram Parsons e Ron Fricke

Gram Parsons - Return of the Grievous Angel

Para esquecer não há melhor veículo do que a música. Sempre o tive bastante claro. O que durante uma boa meia-vida não me passou pela cabeça foi vir a usar para esse efeito uma canção com raízes na música country. Até que apareceu Gram Parsons com o seu Return of the Grievous Angel. Não se declara sobre, ouve-se – e então deixamo-nos ir no seu lamento travestido.

Parece-me que ter descoberto um pouco antes sobre a sua morte precoce, aos 26 anos (falhou o grupo dos 27 por dois meses), e ter visto, algumas semanas antes dessa descoberta, uma certa fotografia de um tipo com ar indefinível e de beleza no mínimo peculiar ajudou, e muito. É que recuperada a fotografia da memória durante a primeira audição, desde logo percebi: era Gram na imagem... Com o intuito de esquecer acabei por recordar. Acontece por vezes.

 

Chronos (1985). Nota apressada sobre um filme de Ron Fricke.

Tempo visitado. A viagem irresistível.

Um olhar subjectivo, resistência a alternâncias bruscas de velocidade e uma visão impessoal do mundo são indispensáveis durante a viagem. Nada disto é gozo. O Tempo fez, mas apenas porque lhe foi impossível não fazer. Fez e fez sem pensar, quer dizer, para ninguém, mesmo quando brevemente, muito brevemente, corrompido por alguém.

 

Imagem de gringsmemorabilia.com.br

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