3 Maio 2016      18:54

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MÉRTOLA VAI AJUDAR A COMBATER O DAESH

O combate ao terrorismo islâmico passa por estudar arqueologia, no Alentejo? A Universidade de Évora (UÉ) e o Campo Arqueológico de Mértola (CAM) acreditam que sim, e assim surgiu a criação da Cátedra de Ensino em Arqueologia Cláudio Torres, que é simultaneamente uma homenagem ao trabalho do arqueólogo homónimo, Prémio Pessoa e Doutor Honoris Causa 2001, pela UÉ.

Esta Cátedra prevê, não só, que a intersecção entre as valências e competências existentes nas duas instituições se possa traduzir num reforço da qualidade dos programas de ensino em arqueologia na Universidade de Évora, como ainda uma consolidação dos trabalhos de investigação conjuntos. Usufruindo para tal de uma extensa biblioteca sobre o Islão, a par de um espólio arqueológico ímpar, que permitem aprofundar o conhecimento sobre essa cultura.

Por isso, o vasto espólio de testemunhos arqueológicos da presença do Al-Andalus entre os séculos VII e XIII, é o ponto de partida. Estes vestígios revelados ao mundo pelas equipas de investigadores do CAM, ao longo das últimas quatro décadas, estão agora à disposição dos jovens universitários e académicos dos países do Mediterrâneo, abrindo portas sobre a história e a cultura do Islão. Pois, só se pode combater aquilo que se conhece e Mértola vai ajudar. 

Um intercâmbio mediterrânico, que envolve a Universidade de Évora, e conta ainda com as universidades Nova de Lisboa e a Universidade do Algarve, podendo ainda incluir a Universidade de Coimbra. Com sede em Mértola, as aulas irão aproveitar as potencialidades quer da biblioteca, como do laboratório de pesquisa científica do CAM.

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