22 Setembro 2018      09:30

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Mau arranque do ano letivo em Évora

O arranque do Ano letivo começa com muitas dificuldades no Distrito de Évora. Apresento alguns exemplos bem evidentes:

 

1 - Três escolas do concelho de Évora não iniciaram as aulas no dia 17 de setembro

Três escolas do concelho de Évora não iniciaram as aulas no dia 17 de setembro (último dia para a abertura oficial) devido à falta de assistentes operacionais.

As escolas Conde de Vilalva e André de Resende ficaram encerradas, enquanto a Escola Manuel Ferreira Patrício apenas tinha a funcionar o pré-escolar e o 1.º ciclo. Sem data previsível de início de aulas, encontravam-se quase 2000 alunos das Escolas Básicas Conde de Vilalva, André de Resende e 2.º e 3.º Ciclo da Escola Manuel Ferreira Patrício.

O braço de ferro entre Governo e Câmara Municipal de Évora em torno do contrato de delegação de competências na área da educação provocou efeitos nefastos junto da comunidade escolar.

Ao Governo cabe honrar o acordo da delegação de competências e transferir as verbas necessárias para o fazer cumprir, sem austeridade sobre a forma de cativações camufladas.

 

2 - Os Pais dos alunos fecharam a cadeado os portões da Escola Básica de Aguiar.

Os Pais dos alunos fecharam a cadeado os portões da Escola Básica de Aguiar, no concelho de Viana do Alentejo, distrito de Évora, num protesto contra a existência de apenas uma turma mista.

O problema denunciado era muito claro: 17 alunos, que pertencem aos 4 primeiros anos do primeiro ciclo do ensino básico. Para estes 17 alunos dos 4 anos de escolaridade estava previsto terem um único professor para os anos todos. Existem 3 alunos com necessidades educativas especiais.

Os pais encontravam-se extramente descontentes com a situação e não pretendiam desistir até terem uma resposta positiva.

Esta situação é pedagogicamente pouco aconselhável! É mau para as crianças, é francamente péssimo quando comparado com as condições de outras crianças de outras localidades.

 

3 - Falta de Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos no Agrupamento de Escolas de Vendas Novas

Os eleitos do PSD (entre deputado e autarcas locais) em recente visita ao Agrupamento de Escolas de Vendas Novas puderam verificar e confirmar a gravidade dos problemas que a escola enfrenta em virtude da falta de pessoal, nomeadamente na falta de Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos.

Segundo a informação prestada pela Direção do Agrupamento de Escolas, são 4 o número em falta de Assistentes Operacionais (devido a baixa prolongada) e 2 Assistentes Técnicos, para responderem às necessidades das Escolas de Vendas Novas

O número de Assistentes Operacionais poderá aumentar para 7, em virtude de estarem 3 pessoas em processo de aposentação, durante o ano lectivo de 2018/2019.

Tal facto tem vindo a criar permanente instabilidade em toda a comunidade educativa.

 

4 – Redução de uma turma na Escola EB n.º 2 de Reguengos de Monsaraz

De acordo com a informação apresentada pelos encarregados de educação da Escola EB n.º 2 de Reguengos de Monsaraz, foi reduzida uma turma neste Agrupamento Escolar, por indicação da DGEstE-Alentejo. Esta escola passou a ter 12 turmas, em vez das habituais 13.

Segundo a mesma informação “Havendo 67 crianças para integrar no 1º ano, e face ao número de turmas autorizado, optou o agrupamento por constituir 2 turmas de 1º ano e distribuir os restantes alunos por três turmas de 4º ano”.

Neste sentido, naturalmente os pais dos referidos alunos passaram a reivindicar a abertura da 13ª turma na escola, de forma a resolver a situação dos alunos inseridos em turmas mistas e, assim, evitar esta situação altamente injusta.

Também segundo a informação “Estas turmas foram inicialmente formadas por 24 alunos, mas posteriormente tivemos conhecimento que foram admitidos mais 2 alunos de 1º ano por cada turma, tendo cada uma destas turmas atualmente 26 alunos”

Existem claras dúvidas sobre o cumprimento no estipulado do Despacho-Normativo nº 10-A/2018. Mas o mais importante, estamos perante uma clara situação de injustiça e iniquidade entre alunos do mesmo ano e na mesma escola.

Ao contrário do discurso oficial do Governo, o ano lectivo não arrancou nas melhores condições. Continuamos com muitos destes problemas por solucionar.

 

As crianças do interior e dos territórios da baixa densidade não podem ficar prejudicadas face a outras crianças do País.

 

Mas quem mais perde são estas crianças. Perdem também as famílias. Perdem também os professores sujeitos a estas condições de ensino.

 

 

 

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