3 Maio 2019      16:05

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Marvão restabelece rota do contrabando

Durante décadas o contrabando foi a principal forma de vida e sustento para muitos alentejanos a viver junto à fronteira. Café, porcelanas e outros produtos eram carregados às escondidas da polícia, entre sinuosos caminhos que separavam Portugal da Espanha e, depois de vendidos do lado de lá da fronteira, significavam grande parte das vezes o único sustento das famílias.

Alguns dos caminhos, utilizados pelos contrabandistas, podem ser revisitados através do “Percurso do Contrabando do Café”. Uma caminhada promovida pelo Município de Marvão e que decorre amanhã, dia 4 de maio.

Com cerca de treze quilómetros de extensão, este percurso vai passar pelas localidades de Galegos, La Fontañera e Pitaranha, tudo localidades onde floresceu outrora a atividade do contrabando.

Com partida agendada para as 9h de sábado, junto à antiga Escola Primária dos Galegos, este misto de roteiro turístico e viagem ao passado começa com as típicas migas de pão com carne de porco frita e “café do contrabandista”.

Inserindo-se na oferta turística, com o intuito de aumentar o tempo de estadia de quem visita o concelho alentejano, este passeio pelos caminhos sinuosos, outrora percorridos pelos contrabandistas, é ainda uma oportunidade para conhecer e estar em contacto com natureza e as paisagens, que servem de cartão postal à região.

Em Marvão, o contrabando de café foi, durante largos anos, o principal sustento para muitas famílias, devido à existência de pequenas torrefações no concelho. Esta atividade, onde muitos riscavam a vida, realizava-se essencialmente à noite, para que fosse mais fácil ao controlo das patrulhas de guardas e carabineiros, na fronteira entre Portugal e Espanha.

 

Imagem do Museu do Café da Delta em Campo Maior e retirada de sierradegatadigital.es

 

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