29 Março 2018      10:12

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Portalegre: Luís Testa quer esclarecimentos acerca da corticeira Robcork

A situação da corticeira de Portalegre, Robcork, motivou o deputado eleito por Portalegre Luís Testa e o grupo parlamentar do Partido Socialista a questionar os Ministérios das Finanças e Economia sobre o futuro desta unidade.

A fábrica da Robcork, inaugurada em 2015 e teve na sua base a cultura e os trabalhadores da centenária fábrica Robinson, foi enviada para liquidação em janeiro do presente ano, em assembleia realizada no Tribunal da Comarca de Portalegre. Os créditos montam a 12,9 milhões de euros, dos quais 8,1 milhões pertencem à Caixa Geral de Depósitos.

Esta unidade fabril possui instalações únicas, com os equipamentos mais modernos do País e foi recentemente noticiada a existência de mercado assegurado por 10 anos, nos EUA. Existem também informações que investidores internacionais que poderão, agora, viabilizar este projeto.

Neste sentido, os requerimentos, que têm Luís Moreira Testa como 1.º subscritor, foram destinados ao Ministério das Finanças, para apurar as responsabilidades da CGD, e ao Ministério da Economia, para avaliar os esforços necessários a reerguer aquela unidade e restabelecer os postos de trabalho.

No texto enviado ao Ministério das Finanças, pode ler-se "quando a Caixa Geral de Depósitos assumiu o financiamento da Robcork, que apreciação foi  feita do Plano de Negócios?" e ainda "quais os motivos que levaram o credor Caixa Geral de Depósitos a optar, em assembleia geral de credores pela liquidação, inviabilizando assim o plano de recuperação?". Estas questões são absolutamente essenciais para a clarificação das notícias que têm vindo a público sobre a matéria.

Por fim, no que respeita ao Ministério da Economia, Luís Moreira Testa - coordenador do PS na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, colocou a questão central de "quais os esforços que estão a ser desenvolvidos para que o Ministério da Economia encontre investidores que permitam a viabilização do projeto?". Este apuramento é, por seu lado, crucial para os interesses do desenvolvimento económico da cidade de Portalegre e do Alto Alentejo.

Segundo notícias vindas a público nos últimos dias a CGD, maior credor da empresa, com 8,1 milhões dos 12,9 milhões de euros de créditos da Robcork, ordenou a liquidação desta no início deste ano, seis meses depois de ter chumbado o Plano Especial de Revitalização da empresa.

João Posser de Andrade, o último administrador da corticeira acusa a Caixa Geral de Depósitos de ter “cortado as pernas” à empresa por não a ter apoiado quando era necessário dinheiro para comprar matéria-prima que lhe permitisse começar a trabalhar.

 

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