23 Maio 2020      09:55

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A Liga do Futuro: a Educação não foi suspensa com a Pandemia!

Incrível como em tão pouco tempo, 60 eternos dias, foi possível acumular tamanha riqueza. Ter-se-á noção das centenas e centenas de horas que vários profissionais investiram durante os últimos dois meses para não se perder a ligação à terra? Haverá mães e pais que tenham sentido, mais do que nunca, de que é feito esse elixir que permite a quem lidera o nosso futuro nunca baixar a guarda e nunca desistir? Será que finalmente ficou transparente que aquilo que é feito dentro de 4 paredes é tão mais produtivo quanto maiores forem as pontes existente com tudo o que acontece fora dessas salas? Sinceramente a única grande imagem que me vem à cabeça é daquelas ofertas de um cheque enorme que se ganha num qualquer concurso de televisão com um enorme valor cheio de zero à direita de um algarismo diferente de zero. Por exemplo 1.000.000 € (um milhão de euros).... Será que esses senhores e essas senhoras vão receber o devido agradecimento em tempo útil? São os campeões do campeonato intitulado: Liga para o Futuro.

Passemos aos factos: os pais e as mães, os avôs e as avós, os tios e as tias e todos os outros não menos educadores ou tutores dos menores deste país tiveram a leve oportunidade de sentir na pelo o papel fundamental que é transmitir conhecimento e fazer crescer a nossa miudagem. Os professores e professoras deste belo terraço voltado para o atlântico desmultiplicaram-se em trinta e seis formas diferentes e mais duas para chegar aos seus patrões. Sim. A todos os que permitem que haja investimento na Educação. E desta vez investiram dezenas de aulas, centenas de horas e milhares e milhares e milhares de segundos desde Miranda do Douro até à Fortaleza de Sagres passando pelos Açores e Madeira.

Todos os profissionais de saúde, políticos, voluntários e demais elementos chave da nossa sociedade com destaque no momento atravessado foram pequenos grandes adultos. Tiveram também o privilégio de tirar partido dessa grande liberdade que é aprender a usar as nossas ferramentas inatas para encontrar soluções para todo e qualquer desafio.

Não esqueçamos que este donativo dos exemplares jogadores deste campeonato que o lideram não está a ser quantificado. Não está a ser destacado. Não está a ser devidamente divulgado.

Não esqueçamos que milhares de auxiliares permitem que os filhos de Portugal tenham condições para continuar a aprender e formatar a sua identidade para o nosso futuro.

As escolas não são um problema de orçamento por causa da remoção de amianto necessária, por causa da reabilitação do pavilhão A ou B que está degragado ou por causa do aquecimento imperativo para ser possível ter aulas no inverno.

As escolas são as catedrais, por excelência, onde as condições físicas mínimas levam a um expoente máximo de retorno para o nosso futuro. Esse retorno apenas acontece por existirem profissionais (e não só mas também professores) que dão a sua pele e o seu tempo além do horário para fazer crescer o maior e mais certo investimento de sempre.

Agradeço, agradecemos atrevo-me a escrever, o incalculável donativo de todos os profissionais de Educação. Não teremos como retribuir senão mantendo a ligação essencial entre casa e escola que é vital para assegurar o sucesso da miudagem.

 

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J. Daniel Braga Alves nasceu no Porto onde se formou em Engenharia Civil. É membro efectivo da Ordem dos Engenheiros e voluntário da delegação portuguesa do Instituto de Gestão de Projetos (pmi.org). Desempenha funções em controlo de progresso de projetos com foco na sua paixão: gestão de incertezas, Gestão de Risco, Indústria da Construção e Extrativa bem como formador em áreas associadas a Gestão de Projetos têm sido as suas áreas de atividade. Entre 2008 e 2017 trabalhou em projetos espalhados por diversos países tendo regressado para ingressar a equipa de um projeto de interesse nacional da indústria extrativa.

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