11 Dezembro 2016      12:52

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INTERFERÊNCIAS NAS ELEIÇÕES AMERICANAS DEVEM SER INVESTIGADAS

Esta foi a semana em que Barack Obama pediu uma investigação às alegadas interferências da Rússia nas eleições americanas, interferências que podem ter beneficiado o candidato vencedor, que apontam para o Kremlin e que Obama quer ver esclarecidas antes de abandonar a Casa Branca no próximo mês.

Carlos Zorrinho, eurodeputado, especialista em gestão de informação e relator principal da iniciativa WIFI4EU defende que esta decisão de Obama chama a atenção para uma nova dimensão da conflitualidade no mundo e da geopolítica.

"Todos tínhamos ouvido falar da guerra convencional e do risco de guerra nuclear. Também da guerra cibernética e da guerra da informação. O que pode ter acontecido nas eleições americanas é mais complexo, porque não sendo uma forma de guerra no sentido estrito, a interferência e a manipulação de informação captada de forma ilegal, terá condicionado a opinião e as  decisões dos eleitores, distorcendo as suas escolhas, e favorecendo os interesses de um candidato e de uma potência estrangeira".

Para Zorrinho, quem tem defendido a manutenção da internet como rede aberta "livre de ingerências, tecnologicamente neutral, "importa investigar o que sucedeu e tirar lições para o futuro, porque o desenvolvimento tecnológico acelerado vai tornar o risco destas práticas cada vez maior."

O eurodeputado eborense está convicto que as conclusões da investigação permitirão melhorar os sistemas de segurança digital, assegurar a privacidade dos utilizadores e tornam mais relevante a existência de regras transparentes no acesso aos dados e à informação.

Para o Relator  da WIFI for EU, combater os perigos da manipulação da informação em grande escala, implica dar cada vez "mais formação aos cidadãos para que sejam eles próprios capazes de identificar e combater estes fenómenos, não se deixando influenciar por eles".

 

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