15 Setembro 2018      11:43

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Há problemas muito graves na ferrovia do Alentejo

Há poucos dias atrás tivemos audições com o Sr. Presidente da CP e com o Sr. Ministro do Planeamento e das Infraestruturas sobre a situação da ferrovia em Portugal. 

Esperava-se pelo menos um pedido de desculpas aos portugueses. No nosso caso um pedido de desculpas aos alentejano que:

a) têm sido sujeitos a atrasos gigantescos nas linhas do comboio da região. Nas linhas do Alentejo, os residentes desta região sabem que há sempre atrasos. Podem ser de 20 minutos ou de 2 horas. É impressionante!

b) Não podem contar com os comboios para garantir a chegada a tempo e horas aos seus compromissos de trabalho ou de outra natureza;

c) São sujeitos à substituição de comboios intercidades por comboios regionais. Mas as pessoas pagam o mesmo. Deviam ser restituídas as diferenças. É o Estado a enganar os seus cidadãos!

d) Têm que aguentar as altas temperaturas do verão (por vezes superiores a 40 graus) em comboios sem ar condicionado. Mas os passageiros pagam para ter condições mínimas de conforto e não há correspondência por parte da CP;

 e) Estão a ser prejudicados pela CP, nomeadamente os residentes e trabalhadores que se deslocam para outras regiões, mas também os turistas que deslocam através do comboio. Que péssima imagem é dada à região!

Sobre casos concretos: Ainda não há muito tempo avariou um comboio na zona de Vila Nova da Baronia no Alentejo. Avariou numa das noites em que as temperaturas ultrapassavam os 40 graus. Os passageiros ficaram mais de uma hora à espera de uma solução, no meio do campo, em altas temperaturas, e sem luz. Ficaram a “assar em lume brando”, sem poder sair e sem qualquer resposta. Aliás, utilizavam as lanternas dos telemóveis para garantir alguma iluminação. O que dizer disto? Não há pedidos de desculpas!?

Estes não são problemas que aconteceram acidentalmente, mas que estão a acontecer no dia de hoje!

Os pedidos de desculpas devem ser dados pelo Sr. presidente da CP, mas também pelo Governo, nomeadamente pelo Sr. Ministro do Planeamento e das Infraestruturas. 

Os problemas são mais do que evidentes e os responsáveis também estão identificados!

Os anos recentes batem todos os recordes de cativações (CORTES DEFINITIVOS). Andamos há 3 anos nisto! Os Orçamentos de Estado de 2016, 2017 e 2018 contêm determinados montantes para investimento nas linhas e nos materiais circulantes, mas efetivamente não são aplicados. 

Já percebemos que não vamos ter quaisquer soluções!

As pessoas é que não têm culpa.

 

 

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