6 Agosto 2020      09:34

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Há 75 anos era lançada a primeira bomba atómica, sobre Hiroshima

Faz hoje 75 anos que os norte-americanos largaram a "Little Boy", a bomba atómica, sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, durante a II Guerra Mundial.

Três dias depois foi a vez da "Fat Man" cair sobre a cidade de Nagasaki, o que acabou por fazer capitular os japoneses. Mais de 200 000 mortos e a abertura de uma nova era, a do terror do nuclear vir a extinguir a humanidade. O homem finalmente conseguiu atingir o nível máximo na sua capacidade de destruir. Hoje o assunto parece adormecido e o medo gerado durante a guerra-fria com a ameaça nuclear entre norte-americanos e soviéticos acabou por desaparecer. Mas o perigo mantém-se real.

Para além da nossa homenagem às vítimas japonesas, aproveitamos um simulador criado por Alex Wellerstein,  historiador do Stevens Institute of Technology nos Estados Unidos, o NukeMap, para testar o efeito destruidor que teria uma bomba do mesmo género lançada sobre Évora, a maior cidade do Alentejo.

Cerca de 50% da população eborense morreria imediatamente. 30% sucumbiria nas semanas e meses a seguir. 

A bola de fogo criada com a detonação engoliria todo o Centro Histórico (círculo amarelo no centro da imagem). A pressão criada com a detonação arrasaria praticamente a totalidade dos edifícios da zona intra-muros. Nesta zona as mortes seriam da ordem dos 100%.  No círculo verde a radiação atingiria imediatamente todos os bairros urbanos (Malagueira, Horta das Figueiras e Nossa Senhora da Saúde) e sem tratamento médico as mortes poderiam variar entre os 50% e os 90%. Aqui as mortes poderiam acontecer entre algumas horas e algumas semanas.

No círculo a cinza praticamente todos os edifícios residenciais entrariam em colapso (Bairro de Santa Maria, Bairro do Bacelo, Bairro do Poço entre Vinhas e um terço do Bairro do Bacelo), a morte seria generalizada.

No último círculo,  a laranja, as queimaduras de terceiro grau atingiriam cerca de 100% das vítimas, que teriam pouca dor, já que este tipo de queimaduras destrói os nervos que indicam dor. A maior parte das vítimas sofreria amputações.

Cerca de 15 680 pessoas morreriam e cerca de 11 000 pessoas ficariam gravemente feridas, considerando que no momento da detonação estariam na área cerca de 35 000 pessoas.

Imagem de arquivo de Wikimedia Commons.

 

 

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