18 Março 2020      12:14

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Governo apoia economia e famílias com pacote de 9200M/€

O Governo, através dos ministros das Finanças, Mário Centeno, e Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital Centeno, Pedro Siza Vieira, apresentaram um pacote de novas medidas de apoio à Economia via streaming.

A grande preocupação é fazer resistir a Economia à crise provocada pelos efeitos da pandemia da Covid-19 e evitar que exista uma rutura nas vendas das empresas. Há ainda uma especial atenção para as empresas exportadoras e da área do turismo, hotelaria e restauração, os alicerces da recente recuperação económica.

Deste modo, e para garantir a liquidez, estarão disponíveis, em linhas de crédito, 3000 milhões. Destes, 600 milhões, dirigem-se à restauração e 270 milhões destes 600 são para micro e pequenas empresas. As agências de viagens e empresas de organização de eventos terão ao dispor 200 milhões, 175 milhões dos quais para micro e pequenas empresas; 900 milhões estão disponíveis para a área do turismo como alojamento, dos quais 300 milhões para micro e pequenas empresas. Empresas de calçado, madeira, indústrias extrativas terão disponíveis 1300 milhões; 400 milhões para micro e pequenas

Segundo Mário Centeno, o pacote total de apoios chega aos 9200 milhões de euros - 17% do PIB trimestral - divididos entre os 3000 milhões em linhas de crédito e os 5200 milhões de apoio relacionados com adiamentos e diferimentos fiscais, além de 1000 milhões em adiamentos de contribuições.

No segundo trimestre deste ano, as empresas e empresários ou trabalhadores independentes vão poder pagar impostos, entregar retenções na fonte e contribuições em três prestações mensais, sem juros ou garantias ou, se preferirem, em seis meses, com pagamento de juros de mora nas três últimas prestações.

Há também medidas de a apoio às famílias e que serão detalhadas mais tarde, mas para já, sabe-se que os bancos eliminam as comissões mínimas nos pagamentos com máquina multibanco nos serviços e aumentarão o teto dos pagamentos com cartões sem contacto físico (contactless) para 30 euros.

Entre muitas outras medidas, no final, Centeno – que aceitou a possibilidade de existir um orçamento retificativo - deixou uma mensagem de esperança: "Esta é uma crise verdadeiramente exógena, a primeira verdadeiramente simétrica a todos os países da UE e vamos ultrapassá-la".

 

Imagem de record.pt

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