24 Abril 2020      15:05

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A festa da Liberdade, sempre

Só amanhã é dia 25 de Abril, aquele dia que até 1974 era só mais um e que - farão amanhã 46 anos – se tornou um símbolo da Liberdade após a revolução popular e militar.

A revolução dos Cravos – que teve no alentejano Salgueiro Maia uma peça fulcral - trouxe uma maior abertura de mentes e do país enquanto um todo.

Trouxe melhorias na saúde, na educação, na economia, na agricultura, e em todo um sem fim de áreas. Ao nível do indivíduo, trouxe mais Liberdade, trouxe a liberdade de tornar público o pensamento, a livre expressão, aquela que hoje até se faz um uso pouco responsável e que permite que muitos discordem de qualquer coisa, seja qual for, e o expressam em qualquer lugar. A mesma que faz com que partidos com ideologias pouco democráticas possam fazer uso da própria democracia para dar a sua opinião em plena Assembleia da República.

O Tribuna Alentejo começa já hoje a celebração deste 25 de Abri e associou-se a uma organização da a Associação Artística Vimaranense - ASMAV - Guimarães e do jornal Mais Guimarães, promovendo um debate online com José Adelino Maltez (ISCSP - Universidade Técnica de Lisboa), André Freire (ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa) e Francisco Teixeira (ESFH; FDCP - Universidade Lusófona do Porto), com moderação a cargo de Rui Dias e transmissão em direto aqui, no Facebook, a partir das 18h de hoje.

Ainda hoje, ao longo da noite - e madrugada dentro - na página de Facebook do Tribuna Alentejo, serão publicados os acontecimentos mais importantes que, há 46 anos, estavam a ocorrer, à hora certa, com som real e gravações de então.

Não se preocupe, não precisa ficar acordado para não perder nenhum momento da revolução, amanhã, ao meio dia, publicaremos toda a sequência de acontecimentos num texto único.

Também amanhã, 25 de Abril, o Tribuna Alentejo promove o desafio lançado pela Associação 25 de Abril e que quer que os portugueses, pelas 15 horas, vão às janelas das suas casas e cantem o hino da revolução, um símbolo de Liberdade e Resistência por todo o mundo, a “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso.

Termino parafraseando um ícone da literatura mundial, Cervantes e digo que “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.”

Viva a Liberdade! Viva Portugal!

Para ilustrar este artigo, escolhi uma das minhas fotos preferidas da revolução, da autoria de Alfredo Cunha.

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