11 Abril 2019      09:02

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Évora ganha com a compra dos aviões militares KC-390 à Embraer

Foi a ideia que a Boeing pretendeu passar ao governo esta semana numa reunião entre João Gomes Cravinho e a gigante americana, parceira e dona de parte da Embraer, que tem duas fábricas em Évora. O setor da construção aeronáutica em Évora vai sair reforçado com a compra dos cinco novos aviões de transporte tático KC-390 por parte do Estado à parceira brasileira Embraer.

A edição online de ontem da revista Visão revela que o encontro entre o ministro João Gomes Cravinho e representantes da fabricante aconteceu esta terça-feira no Ministério da Defesa Nacional, onde a Boeing levou garantias de que a recente parceria estratégica com a Embraer não terá qualquer impacto na operação militar da fabricante brasileira.

A Boeing detém agora um fatia de 80% da atividade comercial e de serviços da Embraer. Por outro lado (no que respeita aos aviões militares), divide a meio a participação no acordo para promover as vendas do KC-390 (a brasileira fica com uma participação 51% do negócio).

A notícia dá conta ainda que a missão da Boeing passou por "tranquilizar" o responsável da pasta militar português e que a compra dos KC-390 terá um “impacto positivo” nas fábricas da empresa brasileira em Évora, parte de um cluster aeronáutico português que, com a parceria entre as duas fabricantes, vão passar para o controlo da Boeing.

A Força Aérea Portuguesa prepara-se para fazer um negócio de quase 830 milhões de euros com a aquisição de aeronaves militares à Embraer e apesar das negociações terem estado algo tremidas, o Estado Português avisou que não está disponível para pagar pelos aviões para além do valor já referido, a Embraer parece ter recuado na insistência de um valor superior, eventualmente pelo facto da entrada dos aviões militares entrarem ao serviço de um país parceiro da Nato e isso poder significar uma oportunidade de chegar a potenciais clientes. O acordo acaba com as divergências entre o Ministério da Defesa – apoiado pelo Parlamento – e o construtor aeronáutico brasileiro, que exigia algumas dezenas de milhões de euros acima dos 827 milhões inscritos na proposta de Lei de Programação Militar (LPM) aprovada, em novembro passado, pelo Conselho de Ministros.

A compra dos aviões está dependente da aprovação da Lei de Programação Militar, que se encontra ainda em fase de negociações com os partidos políticos na Assembleia da Republica.

Ainda segundo a Visão a Lei de Programação Militar consagra quase cinco mil milhões de euros em investimento até 2020, genericamente para comprar seis novos Navios Patrulha Oceânicos (com um valor de 352 milhões de euros), um Navio Polivalente Logístico (com um custo previsto de 300 milhões de euros), um Navio Reabastecedor (150 milhões), novos aviões de transporte tático (os KC-390, avaliados em 827 milhões), helicópteros de evacuação (53 milhões) e o equipamento individual do soldado (45 milhões de euros previstos).

 

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