31 Março 2016      11:21

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E DEPOIS DO ADEUS

"A FERRUGEM DO SISTEMA"

Depois de uma longa ausência (ou pelo menos assim pareceu) regresso hoje à minha coluna de opinião no Tribuna, e começo no dia que entra em vigor o Orçamento de Estado para 2016.

A primeira observação que tenho a fazer, é que, pese embora o governo tenha sido de umas eleições decorridas quase há 6 meses, só agora começa a gestão do Governo, porque a realidade insofismável é uma: António Costa começa a gerir segundo os pressupostos que o seu governo definiu.

A segunda observação é que estivemos 3 meses sem orçamento (regime duodécimos) e não nos caiu o céu na cabeça… o que prova que anteriores promulgações a correr (nos últimos dias de Dezembro) não serviam o interesse de um melhor orçamento.

A terceira observação tem a ver com a aparente coexistência mais do que pacífica, entre o presidente e o governo, afastando definitivamente, a ideia propalada, na campanha presidencial, que Marcelo não ia ter sentido de Estado e que a tentar exercer mais do que uma magistratura de influência.

A última observação, que, para já, me merece o Orçamento de Estado, é que não concordando com muitas das opções, não acreditando em muitos dos pressupostos, espero que verdadeiramente me engane e que este seja um orçamento que nos volte aproximar da Europa.

No que diz respeito ao plano internacional, as duas últimas semanas foram ensombradas por novos ataques terroristas, e novamente, só os que aconteceram na Europa ou nos Estados Unidos é que tiveram ampla cobertura jornalística, a coberto de terem sido perpetrados nas capitais geopolíticas destes dois blocos. Mas a verdade é apenas uma… os jornais só estão preocupados com os ataques que geram comoção… e vale a pena pensar se todos não somos um bocado responsáveis por isso. 

Por fim, e porque não queria fugir ao tema da minha última crónica, que gerou alguma perturbação no universo motociclista lusitano, queria deixar claro que o meu artigo não era uma critica (antes um reconhecimento) ao piloto Miguel Oliveira (e ao seu pai), e queria igualmente deixar claro que continuo a achar que a atuação da FMP fraca, ou mesmo inexistente, e respondendo diretamente a todos aqueles que disseram que estava instrumentalizado… não estou instrumentalizado, falo do que sei, e dou a MINHA opinião sobre o quero… e isso, quer alguns queriam, ou não, é um direito constitucional.

 

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