24 Outubro 2020      09:34

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Defender o Porco Alentejano dos impactos da pandemia

A pandemia está a provocar relevantes impactos negativos no escoamento da produção da fileira do Porco Alentejano, em especial, nas vendas para o mercado espanhol tradicionalmente comprometido com a aquisição dos produtos de excelência da produção regional em regime de montanheira.

Face ao bloqueio existente, decorrente da redução da procura dos consumidores e das necessidades da indústria de transformação de produtos de qualidade derivados da raça de porco alentejano criado nos Montados da Região e ao risco que implica para a sustentabilidade da atividade dos criadores, o Deputado Pedro do Carmo, que também é Presidente da Comissão Parlamentar da Agricultura e Mar da Assembleia da República reuniu com representantes do setor e procedeu a um conjunto de iniciativas que permitiram a disponibilização de um sistema de apoio às raças autóctones neste contexto excecional da pandemia, naturalmente aplicável à fileira do Porco Alentejano.

O objetivo deste apoio é mitigar os impactos negativos da ausência dos mesmos níveis de procura dos animais, procurando gerar um ambiente que permita a sustentabilidade das produções e das empresas, de modo a salvaguardar a capacidade produtiva do Mundo Rural de produtos diferenciadores e com grande potencial de exportação.

A par deste impulso de apoio às raças autóctones, orientado para a produção já concretizada, também têm sido desenvolvidas iniciativas para a existência de soluções no quadro do sistema bancário de conforto aos criadores que permita a acomodação da redução das vendas atuais e a capacidade para lançar um novo ciclo de produção na lógica do pós-pandemia ou do reforço da procura dos produtos de excelência dos territórios rurais nacionais.

Num quadro de grande exigência e forte limitações impostas pela Covid-19, importa manter uma vigilância de proximidade e uma intervenção sustentada que permita responder ao essencial do presente e acautelar o futuro da fileira do porco alentejano criado em regime de montanheira, no fundo manter a capacidade produtiva do nosso Mundo Rural.

Recorde-se que há quase 20 anos, na Autarquia de Ourique, Pedro do Carmo impulsionou uma estratégia de resgate e afirmação da fileira do porco alentejano como um dos ativos estratégico da afirmação do Mundo Rural do Baixo Alentejano e natural pilar da economia local e regional.

É um trabalho de há muito que, no contexto da pandemia, precisa de ser apoiado e protegido.

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