16 Julho 2019      13:52

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Crescimento da população de javalis no Alentejo preocupa PCP

O receio do perigo de contágio de peste suína no Alentejo cresce devido aos vários casos da doença já registados na Europa. O aumento do número de javalis no Alentejo e a possível propagação peste suína africana está a preocupar os produtores de porco alentejano, uma vez que os javalis podem mesmo ser o maior foco de propagação desta doença que não é transmissível ao ser humano. O problema levou mesmo o PCP a questionar o Governo sobre as medidas de controlo dos javalis no âmbito da prevenção da peste suína africana

Apesar de não causar problemas de saúde ao ser humano, mata os suínos e, se se propagar, pode vir a criar sérias dificuldades ao setor. Sendo o Alentejo uma das áreas com maior número de produção de porcos – cerca de 35 mil – o alerta preocupa ainda mais o PCP.

Aos riscos decorrentes da gripe suína, pode juntar-se ainda o prejuízo da não venda de animais para a China, país afetado por esta doença, e que o levou a celebrar contratos de importação de porco português no valor de 100 milhões de euros, no ano de 2019; um valor que pode vir a duplicar, chegando aos 200 milhões de euros, isto caso a gripe não afete os porcos nacionais.

Também podem estar em risco as exportações para Espanha, também comprador de grande percentagem dos porcos alentejanos.

Para o PCP torna-se "absolutamente necessário considerar medidas adequadas para evitar que o problema surja, em especial nas regiões fronteiriças como o Alentejo”.

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