6 Abril 2016      11:35

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COMPROMISSO REFORMISTA

O slogan do XXXVI Congresso do PSD realizado em Espinho, não poderia ser o mais acertado, “Compromisso reformista”. A Família Social Democrata reuniu-se no passado fim-de-semana para a reunião magna daquele que é o palco principal de um dos maiores Partidos de Portugal.

Na minha opinião foi um Congresso pacífico, mas como sempre, agitado. Destaco as dezenas de Moções redigidas pelas demais estruturas do Partido, o discurso simpático do já conhecido Fernando Costa, de Paulo Rangel, Pedro Duarte, Carlos Moedas, do sempre entusiasmante Pedro Santana Lopes, mas também da frontalidade e da critica construtiva de José Eduardo Martins.

Um Congresso que ficou marcado pelo ressurgir de um novo ciclo. Um ciclo novo, que após vitória nas últimas Legislativas, renovou e fortaleceu um programa político a adoptar agora na oposição a um Governo Socialista que por umas vezes é pró-Europeu. E por outras, faz o arranjo com a extrema-esquerda Portuguesa e esquece as reformas que Portugal necessita e que a Comissão Europeia, o FMI e as agências de Rating tanto esperam de nós.

Pedro Passos Coelho mereceu o apoio e a lealdade dos Militantes do PSD. Que não seja, pelo facto essencial de ter sido também leal aos Portugueses e corajoso com as políticas que tinha que implementar, durante o período da Troika. Não devendo esquecer que foi o Parlamento, não os Portugueses, que o impediu de renovar. De partir para outro ciclo – o ciclo das reformas essenciais para o País seguir o caminho do crescimento e da competitividade junto dos seus parceiros Europeus e dos restantes Países mundialmente desenvolvidos.

 

Deixo por fim, algumas reformas e propostas que vale a pena reflectir e que a maioria foi debatida neste último Congresso:

- Descentralização do estado, para o tornar mais eficiente;

- Competitividade e Inovação da economia, na relação entre as empresas e os centros de investigação Universitários;

- Incentivos positivos ao Interior do País, de forma a que as empresas sejam o motor de crescimento e de estimulo para que os Jovens e os futuros cidadãos activos não fujam para o Litoral ou para o Estrangeiro;

- Adoção de primárias para a escolha do candidato a Primeiro-Ministro, com o intuito de abrir os Partidos à sociedade Civil;

- Revisão do sistema eleitoral e político: voto preferencial e círculos uninominais nas Legislativas e a redução de Deputados na Assembleia da República;

- Já escrito por mim aqui no Tribuna do Alentejo: a reforma do sistema da Segurança Social;

- Revisão do modelo de funcionamento das principais Instituições Europeias e Mundiais, como a União Europeia e até a NATO;

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