6 Setembro 2020      12:04

Está aqui

Chão frio

Chão frio. Cabeça pesada. Alma cheia.

Mãos dormentes. Olhos tristes. Alma depressiva.

Espelho sujo. Canção aborrecida. Alma aflita.

Tempo zangado. Madrugadas infinitas. Alma doente.

Ainda bem que chegaste. Ansiava a tua visita. Deixa-me aclarar-te a mente: o fumo é verdadeiro. Nada dura para sempre. Vamos fugir. Correr até nos cansarmos. Dançarmos até morrermos. Chorar até doer.

Os meus lábios estão rosa quente e imploram por mais. As minhas maçãs de rosto estão melancólicas e afirmo com firmeza: Lembra-te de mim. A solidão tornou-se saudável. O tédio meu amante.

No meu vestido branco está refletido a noite suja que me abraça, ama e consola, não permitindo que arda. A lua está cansada de me ouvir implorar e as estrelas continuam a brilhar para mim.

A distância corta-me o ar.

Alma cheia. Alma depressiva. Alma aflita. Alma doente.

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