24 Fevereiro 2021      09:26

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Cerca de 183 árvores doadas a Beja roubadas ou destruídas

No dia 23 de novembro de 2020, o parque urbano da cidade de Beja recebeu 183 árvores, na sua maioria choupos e loureiros, oferecidos pela Força Aérea Portuguesa. Contudo, a plantação foi alvo de vandalismo, avança o Público.

Os trabalhadores que têm tratado das plantas relataram que “metade das árvores” já tinham desaparecido. “Umas foram arrancadas e levadas para outros lados”, mas também se encontram exemplares partidos e deixados no parque urbano da cidade, uma zona verde instalada da periferia da cidade no local. As que se mantêm estão viçosas, sobretudo o que resta dos loureiros plantados. 

Paulo Arsénio, presidente da autarquia, tomou conhecimento pelo Público dos atos de vandalismo que reduziram a cerca de metade o número das árvores que ajudou a plantar. “Tínhamos a expetativa que nem todos os exemplares conseguiriam vingar mas nunca imaginámos a devassa que aconteceu”, admitiu o autarca, desagradado com a falta de civismo.

Também o coronel Paulo Costa da Base Aérea nº 11 ficou “surpreendido” com o que aconteceu às árvores, lamentando o comportamento de quem não respeita um bem público. O coronel destaca ainda que foram doadas 350 árvores à Câmara de Beja, tendo sido plantadas 183 em novembro enquanto as restantes se “encontram no viveiro municipal”.

Esta situação alertou o autarca para a necessidade de manter as árvores guardadas mais algum tempo, antes do transplante, até atingirem maior envergadura que evite o seu furto, como está a acontecer no local onde está projetado instalar o bosque que virá a ser “uma zona pedonal e de lazer”.

Recorde-se que a decisão de doar à cidade de Beja as 350 árvores que deveriam ser plantadas pelos pilotos de 22 esquadras de voo que trariam a Beja mais de 100 aeronaves militares de 16 países da NATO foi tomada para salvaguardar os exemplares que assim se perderiam.

O festival foi adiado devido à pandemia, na expetativa de que poderia ser realizado posteriormente. No entanto, a gravidade da covid-19 impossibilitou a marcação de uma data para a realização do exercício militar e, desta forma, as árvores que se encontravam envasadas corriam o risco de se perder. Não foram os militares a plantá-las, mas manteve-se o propósito final do evento: contribuir para a pegada ecológica com um gesto simbólico, mantendo-se intactas as preocupações de natureza ambiental que iriam dominar a organização do Tiger Meet.

 

Fotografia de radiopax.com

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