9 Abril 2016      10:34

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AS “BOFETADAS” DESTE GOVERNO

"PENSAMENTOS POLÍTICOS"

Esta semana ficou marcada pela demissão do Ministro da Cultura, João Soares, depois de ter escrito na sua página no Facebook que esperava “ter a sorte” de poder dar “bofetadas” ao crítico Augusto M. Seabra, estendendo essa vontade de aplicar “salutares bofetadas” também ao comentador Vasco Pulido Valente. 

João Soares tem sido uma das figuras deste Governo que tem gozado um excesso de protagonismo. Na verdade, não se pode afirmar que esse excesso protagonismo tenha sido algo positivo. Antes pelo contrário, casos como a demissão “à chapada” de António Lamas foi um dos episódios mais infelizes deste ex-governante. Também a “bofetada” que deu a António Costa quando saltou do parlamento directamente para uma manif a exigir 1% do PIB para o Ministério da Cultura, não lhe ficou nada bem.

Um governante, com a pasta da cultura, pouco disponível para receber a crítica e o contraditório, não é algo que lhe possa assentar bem. Imaginem o que diriam as “esquerdas” que suportam este governo, se estas palavras fossem proferidas por um governante do centro ou da direita? A democracia estaria certamente em causa!

Não deixa de ser irónico, mesmo aberrante, o “estrondoso” silêncio destas esquerdas populistas.

É claro! Não restava outra alternativa a António Costa, a não ser, dar a sua grande “bofetada” de despedida a João Soares.

Para quem, como o Primeiro-Ministro, António Costa, tinha o Ministério da Cultura como uma das principais bandeiras eleitorais, não deixa de sofrer uma forte derrota política.

Aliás, este governo não tem feito outra coisa a não ser dar “chapadas” aos portugueses. Infelizmente João Soares não tem sido figura isolada nesta matéria.

Mas a maior “bofetada de luva branca” foi dada esta semana a António Costa pelo Presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi.

O presidente do Banco Central Europeu enalteceu, esta quinta-feira, os "notáveis e necessários" esforços do governo de Passos Coelho nos últimos quatro anos, criticando a revogação de reformas empreendidas pela coligação PSD/CDS, principalmente na área da Educação.

Referiu também que vê em Portugal sinais positivos, como um crescimento alinhado pela média da zona euro e a tendência claramente descendente do desemprego (sem contar com os últimos números de Fevereiro, em que a taxa subiu duas décimas em relação ao mês anterior).

Além disso, disse ainda que o BCE acolhe “com agrado o compromisso das autoridades portuguesas em preparar medidas adicionais, destinadas a ser implementadas quando necessário para assegurar a conformidade”. Recordo que o governo tem recusado a necessidade de um Plano B, para fazer face a eventuais deslizes orçamentais.

Imagino que estas declarações não tenham sido do agrado do actual Primeiro-Ministro. É a vida!

Em conclusão: Há bofetadas e bofetadas!

 

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