30 Janeiro 2018      09:08

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CONDIÇÕES DE ESCRAVATURA DE TRABALHADORES IMIGRANTES EM BEJA

Num trabalho assinado por Nuno Guedes, a TSF avança hoje que há cerca de 10 mil imigrantes a trabalhar na agricultura em Beja sujeitos a todo o tipo de abusos por parte dos patrões e cerca de metade nem pode protestar por estar em situação ilegal, responsabilidade que é assacada ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) já que estes imigrantes têm por lei direito à legalização em Portugal porque fazem descontos para a Segurança Social e têm trabalho.

O próprio SEF não desmente a situação mas adianta que a nova lei que permite a legalização a estes trabalhadores entrou em vigor em Setembro e que a análise dos processos é "feita por ordem cronológica". Para além das queixas dirigidas ao SEF estes trabalhadores queixam-se também da falta de condições de alojamento, pagando cada um deles 75 euros aos patrões para ter um espaço em contentores, que acolhem cada um deles 4 pessoas, muitos deles sem aquecimento e sem água potável e os esgotos correm a céu aberto.

A associação Solidariedade Imigrante acusa na peça o SEF de ainda "não ter chamado um único dos milhares de imigrantes irregulares que desde setembro começaram a usar o novo sistema de agendamento para manifestarem o interesse de se legalizarem no país porque trabalham e têm os descontos em dia". Alberto Matos, desta associação, defende à TSF que trabalharam no distrito de Beja cerca de 10 mil imigrantes nos últimos meses, sobretudo na apanha da azeitona, em condições "perto da escravatura".

A reportagem pode ser ouvida aqui.

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