15 Junho 2019      10:28

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As alterações climáticas - a urgência em intervir

"Se cada um varresse a calçada da sua casa, no fim do dia a rua toda estaria limpa." - Jean Vien Jean

 

Como resultado do relatório especial sobre o clima, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, foi lançado um enorme alerta à humanidade sobre a gravidade da situação existente.

Existem certezas bem evidentes apresentadas por diferentes cientistas de todo o mundo. É urgentíssimo tomarem-se medidas para evitar o aquecimento global acima dos 1,5ºC, sendo que a humanidade tem apenas cerca de 12 anos para agir de forma determinada e emergente, antes que a situação se torne irreversível.

O referido documento é claro, se o aumento global das temperaturas chegar aos 2ºC, em 2100 praticamente todos os recifes de corais terão deixado de existir. Com uma subida de 1,5ºC, ainda se podem salvar entre 10 e 30 por cento.

Calcula-se que 8% das espécies de vertebrados, 18% das de insetos e 16% das espécies de plantas vão perder metade da área de distribuição onde conseguem habitar. Se o aumento for de 1,5ºC, estamos a falar de 4% nos vertebrados, 6% nos incestos e 8% nas plantas.

Existem cinco medidas com as quais cada um de nós deveria estar a contribuir para ajudar a evitar uma catástrofe:

1. Reduzir claramente o consumo de eletricidade que é gasta no aquecimento (e arrefecimento) das nossas casas:  A produção de eletricidade em Portugal é responsável por um quarto (25%) das emissões de carbono para a atmosfera.

2. Investir em painéis fotovoltaicos é emergente: Da mesma forma que é importante reduzir o consumo de eletricidade, também há que apostar em fontes renováveis, como é o caso da energia solar. Apoiar o investimento direto a particulares deve ser um dos caminhos a seguir.

3. Evitar o usos do carro sempre que for possível: O tráfego automóvel representa, tal como a produção de eletricidade, 25% das emissões de carbono em Portugal. E por isso é importante apostar nos transportes públicos, andar ou pé ou de bicicleta. Utilizar o carro elétrico é uma boa solução.

4. Alterar o consumo individual e coletivo também é decisivo: O impacto do consumismo é um dos fatores mais perturbadores para o ambiente. A educação para práticas de consumo amigas do ambiente é fundamental. A forma mais fácil de reduzir as emissões dos gases do efeito estufa é simplesmente comprar menos coisas.

5. Desenvolvimento dos Programas 3 Rs: Reduzir, reutilizar, reciclar. Colocar estes ‘três Rs’ na prioridade máxima é absolutamente decisiva.

No entanto, devem existir mais soluções para a Mudança Climática. A enormidade do aquecimento global pode ser intimidante e desanimadora, mas há que agir e contribuir positivamente para a melhoria ambiental, ora vejamos:

1 - Abandonar os combustíveis fósseis – O primeiro desafio é eliminar a queima de carvão, petróleo e, finalmente, de gás natural. Este talvez seja o desafio é muito difícil, mas não há Plano B. Deve-se usar alternativas quando possível – plásticos de origem vegetal, biodiesel, energia eólica.

2 - Atualizar as infraestruturas - Os edifícios contribuem com sensivelmente de um terço de todas as emissões de gases de efeito estufa. Esta é uma área que necessitam de grandes intervenções. Prédios eficientes em energia é uma aposta a seguir.

3 - Morar mais perto do trabalho – Reduzir fortemente as necessidades de combustível para transporte é simplesmente mudar para mais perto do trabalho (tarefa muito difícil nos tempos que correm), assim como, usar transportes coletivos é outra medida muito importante. Caminhar, usar bicicleta e outros meios amigos do ambiente, são práticas adequadas e com a vantagem de serem bastante saudáveis.

4 - Ser um individuo eficiente – Fazer mais com menos é o ideal. Desperdiçar energia é um erro ambiental muito grave. Deve ser evitado.

5 - Uma boa condução e boa utilização das viaturas – Conseguir uma boa manutenção do carro, como garantir que os pneus permanecem devidamente calibrados, pode ajudar a limitar as emissões de gases de efeito estufa do veículo. É também uma boa vantagem para a carteira das famílias.

6 - Evitar cortar árvores – O corte de árvores sem a devida compensação florestal é outra prática ambiental crítica. A reflorestação é uma prática fundamental em termos ambientais.

7 - Tirar os aparelhos das tomadas – Existem cidadãos que gastam mais dinheiro em eletricidade para alimentar aparelhos desligados do que ligados. Usar equipamentos eficientes em termos energéticos é também muito positivo.

8 - A questão demográfica (ter muitos filhos) – É verdade que no mundo ocidental existe um grande problema demográfico. Mas também é bem evidente que mais gente no planeta significa mais emissões de gases de efeito estufa. Uma discussão muito séria que tem se fazer.

 

Não se esqueça de “varrer a calçada em frente da sua porta, porque dessa forma a rua ficará toda limpa”. Há que fazer a nossa parte.

 

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