4 Julho 2019      12:00

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Alentejo lida com crescente número de galgos abandonados por causa das corridas

A SOS Animal defende sem adiantar números que Beja, Évora, Elvas, Borba, Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, mas também Caldas da Rainha e Albufeira, lidam com um número crescente de cães da raça Galgo abandonados, "subnutridos e altamente traumatizados" e aponta o dedo às corridas com aqueles cães velozes, que antes, durante e depois da sua "utilidade" são alvo de práticas cruéis. A associação denuncia que aqueles animais correm dopados, com coleiras de choque, sofrem maus tratos durante e após as corridas, são abandonados, encarcerados e forçados a dar sangue o resto da vida (trata-se da única raça a ser capaz de doar sangue a todas as outras, daí o seu elevado valor na indústria veterinária), ou mesmo abatidos quando já "não servem". A SOS animal explica que os cães começam a treinar entre os 2 e 3 meses e são dispensados com "apenas dois anos de idade.

A denúncia decorre da "indignação" com que receberam o chumbo do Parlamento aos projetos de lei apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo PAN e que visava a probição das corridas de galgos. A irritação da SOS Animal vai mais longe, atirando aos deputados que  "descredibilizaram e ironizaram sobre esta prática cruel, real e mensurável em Portugal, e inaceitável numa sociedade cívica evoluída".

"Assistimos, incrédulos, ao não aprofundamento do conhecimento técnico e científico sobre a matéria em discussão pela maioria dos grupos parlamentares, numa abordagem assente em mitos e opiniões pessoal", lê-se no comunicado emitido pela associação, que lançou uma petição pública a exigir o fim das corridas de galgos e que já tem mais de 8300 assinaturas.

 

Imagem de capa de wagwalking.com

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