30 Janeiro 2019      16:30

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Alentejo está em seca meteorológica e arrisca seca hídrica

A falta de chuva em janeiro está a agravar a seca meteorológica, principalmente no Alentejo e Algarve e, embora a situação aparente não ser tão grave quanto a ocorrida no ano passado, os valores da precipitação em Dezembro, segundo o IPMA, foram bastante abaixo do ano anterior e o mês de janeiro só veio a agravar a situação. Para termos uma ideia, o IPMA esclarece que em janeiro, tivemos valores de precipitação na ordem dos 20% do que é habitual.

De uma ‘seca fraca’ estima-se um agravamento para ‘seca moderada’”, embora tenha chovido a sul nestes últimos dias e uma seca meteorológica como a que vivemos, isto é, pouca chuva, acaba por resultar em seca hídrica, isto é, pouca água nas barragens, a acrescentar a temperaturas mais elevadas que o habitual e que aumentam a pressão hídrica nos solos, o que terá impacto na agricultura.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) já se mostrou “apreensiva” devido à falta de chuva e a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre considera mesmo que estão comprometidas as pastagens e as culturas instaladas de outono/inverno.

Para compensar o problema estão a ser preparadas construções de ligações entre albufeira no Alentejo, com o Alqueva a assumir uma relevância cada vez maior num panorama de secas crónicas.

O Ministro da Agricultura Luís Capoulas Santos não esconde preocupação com a situação. “As pastagens, os cereais, para além da recarga das águas subterrâneas ou mesmo das albufeiras, podem começar a sofrer efeitos negativos”, reconheceu, adiantando que as estimativas apontam que fevereiro seja um mês com chuva. No ano passado, lembrou, março foi um mês muito chuvoso, o que permitiu repor o nível das barragens.

 

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