3 Outubro 2020      12:04

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Alentejo e Andaluzia apostam no mercado Halal para aumentar receitas

É um objetivo comum de alentejanos e andaluzes apostar no aumento de turistas muçulmanos nestas duas regiões de Portugal e Espanha e, neste sentido, o desenvolvimento de restauração e produtos agroalimentares é algo essencial.

Assim nasceu o projeto transfronteiriço "Mercado Halal - Resiliência dos Mercados face às Novas Tendências do Turismo" – ao abrigo programa de cooperação INTERREG VA Espanha-Portugal - e que vai decorrer até 2022.

O chefe de fila é a Fundación Tres Culturas del Mediterráneo, de Sevilha (Espanha), e conta com dois parceiros de Portugal: a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) e a Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL), além da Mercacórdoba -- Mercados Centrales de Abastecimiento de Córdoba (Espanha).

Dadas as especificidades gastronómicas dos muçulmanos, este pode ser uma oportunidade para estas duas regiões e o projeto pretende criar vantagens competitivas para produtos e serviços deste género, no Alentejo e na Andaluzia e Alentejo.

José Manuel Cervera, diretor-geral da fundação espanhola que líder do projeto, revelou à Lusa que “este é um mercado de milhões de pessoas".

Espanha tem a quarta maior comunidade muçulmana da Europa, e, num espaço de dois anos, este mercado pode representar 2.500 milhões de euros nos setores do turismo e dos produtos agroalimentares.

A nível turístico, em Portugal, o mercado halal, em 2018, foi de um total de cerca de 63 mil dormidas nas regiões de Lisboa e Algarve e este mercado estende-se desde o Norte de África à Europa do Norte e ao Golfo Pérsico e Ásia.

Outro objetivo do projeto é potenciar a adaptação de produtos e serviços com potencial exportador que se produzam nestas regiões, criando também mais emprego e um desenvolvimento para micro, pequenas e médias empresas.

 

 

Imagem de wisconsinmuslimjournal.org

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