4 Julho 2020      12:18

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Alentejo coberto com rede de alerta de radioatividade

O Alentejo estará também coberto por uma rede de alerta de radioatividade que irá cobrir o território nacional continental.

Serão 24 estações fixas as que, até final deste ano, vão garantir a monitorização de radioatividade no ar e na água, neste caso, nos três principais rios nacionais, cobrindo o norte, centro e sul do país.

Esta rede, a RADNET, é gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e as estações vão medir em contínuo a radiação gama (radiação eletromagnética, a mais perigosa para o ser humano, geralmente associada à energia nuclear) no ar.

Além das estações fixas – que no Alentejo estão em Évora e Sines – o projeto dispõe ainda de duas estações portáteis e uma estação numa viatura, que podem ser colocadas em qualquer local, em caso de emergência, ou que poderão substituir alguma das estações fixas inoperacionais.

A ampliação e modernização da rede começou em 2013 e conta com um investimento global de cerca de 2,5 milhões de euros com origem em verbas POSEUR, INTERREG (fundos europeus) e do orçamento próprio da APA.

O projeto conta já com 19 estações operacionais: 17 medem os índices no ar e duas na água, na nos rios Tejo e Douro, uma na barragem de Fratel (Tejo) e outra na barragem de Pocinho (Douro). A informação ser consultada através da página na internet em radnet.apambiente.pt.

Das novas estações que irão surgir, Portalegre e Castelo Branco serão duas das regiões que as irão receber, ficando o interior de Portugal mais completo em termos de medição da radiação no ar, uma vez que estas regiões se encontram mais próximas de Espanha, um país onde existem diversas centrais nucleares, nomeadamente Almaraz, onde têm ocorrido vários incidentes, e que levou a Câmara de Portalegre a pedir o fecho da mesma (ver peça à parte).

 

Imagem de imsrad.com

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