O Programa Regional Alentejo 2030 abriu o aviso de concurso “Infraestruturas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração — ITI CIM”, com uma dotação global de dez milhões de euros cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e uma taxa máxima de apoio de 85%. O concurso destina-se a Municípios e Comunidades Intermunicipais das regiões NUTS III do Alentejo Central, Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Lezíria do Tejo, com dotações diferenciadas por território: três milhões de euros para o Alentejo Litoral, 2,5 milhões para o Baixo Alentejo, 2,5 milhões para a Lezíria do Tejo e dois milhões para o Alentejo Central. As candidaturas decorrem em duas fases — a primeira com prazo até 30 de setembro e a segunda até 21 de dezembro de 2026, em ambos os casos até às 18h00.
O aviso apoia projectos de criação de novas áreas de acolhimento empresarial, expansão ou aumento de capacidade de áreas existentes, requalificação integrada em operações de expansão, criação de novas incubadoras de empresas de base não tecnológica e expansão ou requalificação de incubadoras existentes. Os investimentos elegíveis incluem infraestruturas, equipamentos e, no caso das áreas de acolhimento empresarial, acessos complementares — contribuindo para melhorar as condições de instalação e crescimento das empresas e reforçar a atractividade dos territórios para novos investimentos, em alinhamento com as transições digital e climática.
O concurso visa ampliar a cobertura territorial de infraestruturas de suporte à competitividade empresarial numa região que enfrenta desafios estruturais de atracção de investimento e de criação de emprego qualificado. Para os municípios e comunidades intermunicipais alentejanas, a disponibilidade de áreas de acolhimento empresarial modernas e bem equipadas é uma condição determinante para fixar empresas, diversificar a base económica local e contrariar a tendência de despovoamento que afecta grande parte do interior. O apoio financeiro agora disponibilizado representa uma oportunidade concreta para avançar com projectos que ficaram pendentes por falta de financiamento e que podem fazer a diferença no desenvolvimento equilibrado dos territórios.
