3 Julho 2020      10:41

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Cromeleque dos Almendres classificado como Zona Especial de Proteção

O Governo definiu o Cromeleque dos Almendres, no concelho de Évora, como Zona Especial de Proteção (ZEP). A portaria governamental, assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, foi publicada em Diário da República, consultado pela agência Lusa.

O documento define uma ZEP que “tem como fundamento assegurar o enquadramento paisagístico do sítio classificado” como Monumento Nacional “e as perspetivas da sua contemplação”. Além disso, “tendo em vista a necessidade de proteger a envolvente do imóvel classificado, são fixadas restrições” propostas pela Direção-Geral do Património Cultural, em articulação com a Direção Regional de Cultura do Alentejo. Estas não suscitaram observações por parte da Câmara Municipal de Évora e foram consideradas favoráveis no Conselho Nacional de Cultura.

As restrições contemplam a criação de uma área de sensibilidade arqueológica, “correspondente a toda a ZEP”, que implica a necessidade da adoção de medidas preventivas de salvaguarda e de acompanhamento arqueológico no caso de alterações do uso do solo e do coberto vegetal.

A portaria refere ainda que as edificações de cariz rural já existentes “devem ser preservadas, respeitando a sua natureza e a estrutura construtiva”, e que este cromeleque “é o mais notável exemplo das primeiras arquiteturas megalíticas, remontando provavelmente ao neolítico médio”. Adicionalmente, neste monumento, “destacam-se a sua dimensão, ainda com 95 monólitos, a presença de gravuras em alguns deles, o seu bom estado de conservação e o facto de se tratar do maior conjunto de menires estruturados de toda a Península Ibérica e um dos mais relevantes do Megalitismo Europeu”.

O Cromeleque dos Almendres foi ainda escolhido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo para apresentar a “Rota do Megalitismo” durante o dia de hoje. Estes novos percursos, integrados no projeto “Rotas do Touring Cultural do Alentejo e Ribatejo”, transportam os turistas e visitantes até aos diversos locais com menires, cromeleques ou dólmenes no Alentejo e Ribatejo, regiões que possuem a “maior densidade e variedade de vestígios e monumentos megalíticos”.

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