9 Junho 2019      09:39

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168 milhões de euros e a Barragem do Pisão será realidade em 2027

Depois de prometida e projetada por quatro vezes ao longo de quarenta anos, a Barragem do Pisão será realidade 2027 e após um investimento estimado de 168 milhões de euros.

O despacho conjunto publicado em Diário da República, identifica a barragem do Pisão como financeiramente viável, com uma Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) de 4,9% de 20 anos de operação, um Valor Atualizado Líquido (VAL) para uma taxa de atualização de 4% de 14,7 milhões de euros e um tempo de amortização do investimento para uma taxa de atualização de 4% de 22 anos"

Como o Tribuna Alentejo avançou um dia antes, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou, no Crato, a construção da Barragem do Pisão e que trará retorno não só ao nível agrícola e de consumo, mas sobretudo através da produção elétrica, prevendo que, num prazo de 8 anos, a barragem já possa estar a encher.

O próprio ministro considera que a zona é muito sensível do ponto de vista ambiental e que há ainda muito trabalho a desenvolver neste campo, além dos trabalhos prévios de realojamento das populações que ficarão afetadas pela albufeira.

Aos trabalhos de construção da barragem – orçados em cerca 168 milhões de euros, um valor ainda com necessidade de financiamento – acrescem um outro investimento de cerca de 50 milhões de euros para desenvolver o regadio numa área de 10 a 12 mil hectares, de acordo com o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, também presente na cerimónia.

Quando terminada e cheia, a Barragem do Pisão, terá um espelho de água de sete quilómetros quadros formado por 114 milhões de metros cúbicos; terá ainda a capacidade de produzir energia suficiente para abastecer 75% da população do distrito de Portalegre e abastecer, anualmente, cerca de 3,3 milhões de metros cúbicos, estando, como já referido, projetada uma área de rega de 12 mil hectares para a agricultura com 67 mil metros cúbicos de água anuais.

A energia elétrica produzida através da central solar fotovoltaica a instalar numa área de 2km2 produzirá 275 GWh/ano e que deverão promover uma receita de 25,2 milhões de euros anuais.

A estes proveitos, juntar-se-ão os conseguidos através do aproveitamento turístico.

Joaquim Diogo, presidente da Câmara do Crato, acredita que o projeto pode voltar a colocar a região no caminho do desenvolvimento e, além dos já referidos ministro Adjunto e da Economia e do ministro da Agricultura, marcaram também presença na cerimónia o ministro do Planeamento, Nelson de Sousa, o secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, o secretário de Estado da Valorização do Interior, João Catarino.

Esta barragem pode, de acordo com os técnicos responsáveis pelo estudo de viabilidade, contribuir para a mitigação às alterações climáticas, na medida em que contribui para a redução de emissões, através da substituição na região da utilização de combustíveis fósseis por energias renováveis,

No entanto os ambientalistas da Quercus já alertaram para os impactes ambientais negativos elevados que esta barragem pode trazer, essencialmente devido ao que prevê ser o alastramento descontrolado das culturas superintensivas de regadio.

 

Imagem de thumbs.web.sapo.io

 

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